Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 14/07/2021

A UNESCO(Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) tornou em 1994, o dia 5 de Outubro o Dia Mundial do Professor. Nessa data usada para exaltar essa profissão, deve-se também analisar o cenário brasileiro e os desafios na formação desse profissional diante de tal análise, existem dois fatores que contribuem para tal problemática, são eles: a trajetória estudantil de um pedagogo e a redução da base da pirâmide etária.

Em primeiro plano, urge analisar os métodos da faculdade de pedagogia. Geralmente ela tem duração de seis semestres, três anos, o que é menos que a média dos outros cursos que tem duração entre quatro e cinco anos. Além disso, em 2020 a média de nota de corte para ingressar nesse curso era 608,51 pontos segundo dados do “querobolsa.com.br” . Isso mostra que os responsáveis pelos primeiros anos de estudos das crianças sequer tem uma alta carga de formação, fazendo com que a essência da educação (educação infantil) seja aplicada por profissionais não qualificados.

Vale ainda ressaltar que a previsão da ONU (organização das nações unidas) para os próximos anos é de que a pirâmide etária brasileira tenha sua base reduzida fazendo com que os investimentos na educação básica sejam minimizados. Se as condições de trabalho para esses professores já é ruim, ela se tornará ainda pior com corte de gastos e diminuição salarial.

Fica claro, portanto, que a formação de professores no Brasil encontra várias barreiras. Mediante isso, cabe ás bancas acadêmicas serem mais criteriosos na avaliação de pedagogos, para que futuramente eles sejam bons profissionais. Cabe também ao governo, por parte do Ministério de Educação, manter o investimento na educação básica ainda alto, com intuito de melhorá-lo. Assim, o Brasil será um país onde a educação seja priorizada ao longo de todos os 12 anos escolares, não apenas nos últimos 3.