Organismos transgênicos em questão no Brasil

Enviada em 27/05/2020

A Teoria Malthusiana, formulada durante o século XVIII, dizia que o crescimento populacional aumentaria exponencialmente, ao passo que a produção de alimentos, em comparação, não obteria avanço significativo e levaria a uma crise de fome no mundo todo. No entanto, graças aos avanços da tecnologia no meio agropecuário, isso não ocorreu, uma vez que a criação de organismos geneticamente modificados (OGM) possibilitou maior eficiência nos campos. Todavia, os OGM ainda geram muita controvérsia entre os brasileiros, já que, por serem técnicas recentes, apresentam efeitos colaterais imprevistos e favorecem um desequilíbrio ecológico por meio da seleção genética artificial.

Em primeiro plano, é importante salientar os riscos em relação à saúde da população. Segundo o Dr. Drauzio Varella, em entrevista ao Fantástico no início de 2019, estudos atuais feitos com ratos em laboratório, alimentados somente com milho transgênico, mostraram que esses roedores desenvolveram uma série de tumores e envelhecimento precoce. Com isso, as pesquisas apontaram que o consumo exacerbado de produtos industrializados e com manipulação dos genes podem causar grandes impactos também na qualidade de vida dos seres humanos. Logo, o péssimo hábito alimentar adotado por grande parte do país pode prejudicar muito o bem-estar da sociedade.

Ademais, a interferência humana no desenvolvimento natural da vida pode causar grandes problemas em longo prazo. Nesse sentido, Darwin, no livro “A origem das espécies”, relata importância da variabilidade genética no curso dos seres, seja para melhor adaptação ao meio, seja para a diferenciação e especiação dos animais. Diante disso, observa-se que a manutenção e padronização das características genéticas de determinado organismo por interesse humano pode causar a redução da biodiversidade e promover, inclusive, extinção de espécies, haja vista a possibilidade de mudança do meio e dificuldade em encontrar variantes no DNA que possam contribuir para sua sobrevivência.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Destarte, o Ministério da Saúde deve criar um projeto midiático, em parceria com as grandes emissoras de televisão e de médicos renomados, para a divulgação de propagandas informacionais que alertem a população acerca dos perigos e riscos relacionados ao consumo de alimentos transgênicos. Sendo assim, o intuito de tal medida é a formação de um senso crítico e consciente dos brasileiros em relação aos OGM, para que haja, dessa forma, uma diminuição na procura por esses itens e inicie-se uma dieta que inclua comidas de origens orgânicas e naturais. Com essas ações, a qualidade e a expectativa de vida tenderão a aumentar e os produtores necessitarão investir em pesquisas de qualidade para oferecer produtos geneticamente modificados que não causem danos à saúde dos indivíduos ou ambientais.