Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 28/09/2021

Consoante com Franz Kafka, escritor alemão, “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”. Contudo, na contemporaneidade, a falta de empatia afeta inúmeros aspectos da sociedade, tal como os desafios sofridos para normalização da doação de sangue no Brasil. Nesse viés, a abordagem inadequada do governo e a ausência da aplicabilidade do senso coletivo agravam a problemática.

Em primeira análise, cabe ressaltar a falta de um sistema de marketing eficaz produzido pelo governo. Outrossim, no artigo 6 da Constituição Federal é garantido o acesso irrestrito à saúde. Contudo, com a privação estatal da criação de propagandas que enaltecem a doação sanguínea como ato do cidadão para o bem maior da comunidade, o aumento da porcentagem da população doadora continuará estagnado, comprometendo o sistema de saúde em casos de intervenção cirúrgica e tratamento de leucemia.

Ademais, a individualidade do homem hodierno e a falta do pensamento coletivo afeta diretamente os bancos de sangue dos hemocentros brasileiros. Nesse plano, aponta-se a Modernidade Líquida, observada pelo sociólogo polonês Bauman, que afirma a volatilidade das relações humanas e o egocentrismo como principal causador da indiferença na modernidade. Por conseguinte, a necessidade de colocar o bem-estar do próximo, como no momento da doação de sangue, é progressivamente mais dificultoso.

Depreende-se, portanto, a necessidade de superar esses obstáculos. Isso posto, é de suma importância que o Ministério da Comunicação desenvolva políticas públicas de conscientização da população, por meio de equipes especializadas em marketing para atingir o receptor da mensagem em postagens em todas as mídias sociais. À guisa de arremate, a saúde nacional atingirá melhor nível de excelência e atendimento ao paciente.