Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 25/08/2021
O SUS, Sistema Único de Saúde, permite que parte da população realize donativos sanguíneos, desde que essa seja uma ação altruísta e voluntária. No entanto, essa jurisdição é contestada, uma vez que há a problematização envolta dos obstáculos para a doação de sangue no Brasil. Inquestionavelmente, essa falha ocorre devido à insuficiência de palestras de ensino, em escolas e faculdades, voltadas para os benefícios do doário de hemolinfa e à falta de regulamentação de leis que visam ampliar e facilitar a dádiva, de forma que o número de doadores aumente.
A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover discussões, em instituições de ensino, voltadas para a importância da benesse sanguínea. Indubitavelmente, modalidades educativas sobre os benefícios do doário de sangue são importantes, mas a falta de investimento governamental nessas palestras acarreta a desinformação populacional. Inegavelmente, a carência de apoio dos órgãos públicos a essa lecionação tem como consequente o desconhecimento das massas sobre a dádiva hemolinfa e, resultantemente, a instituição de um obstáculo para a doação, o que dificulta a procura por postos de transfusão de heomoglobina de forma voluntária. Por consequência da falta de investimento em debates educacionais e da inépcia da população, os índices de donativo de linfa vão abaixar, afirmação que é exemplificada pelo G1, com a queda de 30% de doadores de hemocentros, em Tocantins, no ano de 2020.
Além disso, é de conhecimento público que a exiguidade de regulamentação de leis é um dos empecilhos para a doação de plasma na federação. Sob o mesmo ponto de vista, segundo o veículo de informações UOL, as leis existentes, como a Fundação Pró-Sangue, que limita a quantidade de doares a partir da análise excludente de seus perfis, impede que clinicas de saúde tenham acesso a um banco de hemolinfa notável. Visto isso, é evidente sem a estandardização de diretrizes, para que haja uma amplificação da quantidade de pessoas que podem realizar o doário, a taxas de desaproveitamento sanguíneo vão aumentar, circunstância essa que é explicada pelo Laboratório Hilab, com o desperdício de 19 milhões de litros de sangue por ano devido a recusa preconceituosa de doadores.
Em suma, com a falta de palestras de ensino e o desprovimento de regulamentação de leis, urge que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Saúde, organize palestras mensais, por meio de anúncios inseridos em meios de comunicação on-line, que permitirão o diálogo entre os participantes, para politizar a população sobre os obstáculos para a doação de sangue no país. Ademais, promover assembleias públicas, em organizações de ensino, para instruir as massas sobre as consequências da falta de doares, o que resultará em uma nação informada, com o efeito de criar cidadãos conscientes.