Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 10/08/2021

A Segunda Guerra Mundial foi um período turbulento na história moderna, nas batalhas travadas entre os países, milhares de soldados ficavam feridos e acabavam falecendo, não nos campos de batalhas, mas nos acampamentos médicos pela falta de sangue estocado para ser doado aos feridos. De maneira análoga a isso, no Brasil atual, a escassez da doação de sangue se faz presente em razão de ostáculos postos pelos concidadãos, tornando-se um desafio à saúde pública. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o individualismo da sociedade moderna e a falta de atuação do Estado para promover o crescimento de doadores e consequentimente a igualdade na distribuição de sangue.

Primeiramente, percebe-se como uma causa latente dos obstáculos para a doação sangínea a mentalidade individualista. A esse respeito, Zygmund Bauman descreve a sociedade como massivamente egoísta. No contexto atual, muitas vezes o doador deseja escolher o indivíduo para quem doar de forma pouco empática sem que haja reflexão sobre o impacto das consequências dessas atitudes para grupos menos favorecidos, que são dependentes destas transfusões de sangue.

Outrossim, vale ressaltar a atitude do Estado em deixar a doação de sangue em segundo plano como um dos empencilhos para a falta de doadores. Nesse viés, Thomas Hobbes em seu livro “Leviatã”, defende que o Estado tem por dever garantir o progresso e o bem-estar do corpo social. Entretanto, a falta de planejamento dos setores governamentais em por a doação de sangue como ecenssial no plano de governo é refletida em números muito baixos de doadores, 3% da população brasileira, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, percentual inferior a países que sofrem com críses de saúde, como Cuba e Nicarágua.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham superar os obstáculas da doação de sangue no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Poder Legislativo, a criaçaõ de um projeto de lei por meio de uma votação popular para a criação de uma taxa simbólica que possa ser insenta de pagamento em caso do indivíduo apto realizar a  doação de sangue realize tal em postos de saúde público, a fim de que todos os necessitados de transfusão sanguínea possam ser atendidos sem o individualismo impedindo-os e tendo o Estado garantindo o bem-estar social. Somente assim, a sociedade contemporânea pode contornar os problemas de doação sanguínea semelhantes ao da grande guerra e possa quebrar as barreiras para que mais doadores participem das campanhas de doação de sangue.