Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 13/07/2021

Embora a doação de sangue seja de extrema importância, ao analisar que o Brasil - segundo a ONU -, está abaixo das expectativas esperadas, é nítido o não cumprimento deste dever social, em virtude não só da negligência estatal, mas também da falta de empatia com o próximo. Sendo assim, é imprescíndivel a resolução desse entrave para a normalização das doações em prol da fartura nos bancos de sangue.

Primeiramente, é válido destacar a displiscência governamental em restringir as transfusões graças as regras discriminatórias na comunidade LGBT. Conforme o Supremo Tribunal Federal, até 2020, homossexuais só podem doar se sua última relação sexual ocorresse um ano antes, ou seja, essa norma imprudente por anos foi um dos fatores que possibilitaram as crises sanguíneas. Além disso, de acordo com a Anvisa todo material é testado, mas dos homens gays são diretamente descartados. Nesse víes, observa-se que esse cárater excludente proporcionou por anos o desperdício, promoveu a homofobia e limitou o direito à saúde, em contraste com a Constituição Federal de 1988.

Em segunda análise, é pontuável a ausência pensamento autruista em colaborar para esse mal social. Durante a década de 80, no Brasil, as doações eram remuneradas, absurdamente, mentiam em questionários essenciais que irião definir se o doador era apto, apenas para garantir o benefício monetário, assim, disposto a por em risco a vida do receptor. Dessa forma, é inegável afirmar a crucialidade e irresponsabilidade desses ’’ heróis ‘brasileiros, hoje com o fim dessa vantagem é notório a queda nos hemocentros, com esse egoísmo que se encaixa na teoria kantiana - o ser que satisfaz somente o seu gosto - .

Fica esclarecido, portanto, as necessidades em quebrar obstáculos para as transfusões no Brasil e a relevância em adotar uma medida efetiva. Nesta lógica, é imperativo que o Estado aprimore os incentivos, por meio de propagandas com tempo extendido que expliquem a precisão da doação, de maneira informal com o objetivo de se aproximar do interlocutor exercendo a função apelativa da linguagem, a fim de estimular essa atividade e tranquilizar os receptores. Feito isso, o país ganharia um espaço até então inimaginável, estar entre os maiores doadores na lista da ONU.