Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 20/06/2021

De acordo com o artigo 196 da Constituição Federal do Brasil, a saúde é direito de todos. No entanto, são encontrados diversos empecilhos para a execução desses direitos. Sob esse viés, cabe ressaltar os obstáculos para a doação de sangue no Brasil, que têm como exemplo a falta de conscientização da população e a restrição no que concerne à doação de sangue de homens homoafetivos no país.

Inicialmente, é válido citar a falta de conscientização do povo brasileiro, que, infelizmente não tem acesso à informações sobre a doação. Segundo o sociólogo E. Durkheim, o coletivo é capaz de influenciar ações individuais. Sob tal ótica, percebe-se a relevância da divulgação de conteúdos que ofereçam informações e conscientizem sobre a importância dessa ação, para que, atinja cada vez mais pessoas que se interessam em salvar vidas.

Em segunda análise, cabe atentar-se às restrições para a doação de sangue de homens homossexuais no Brasil como mais um obstáculo. Com um caráter preconceituoso e discriminatório, os homocentros permitem a doação de sangue de homens homossexuais somente após completar um ano da sua última relação sexual com outro homem. De acordo com o IBGE, ao restringir essa parcela da população, são desperdiçados 18,9 milhões de litros de sangue por ano. Entretanto, heterossexuais também podem contrair doenças e as regras se diferem das de homens homoafetivos, evidenciando o preconceito e a discriminação contra tal grupo e deixando de receber uma quantidade significativa de sangue.

Portanto, é notório que esses problemas dificultam os avanços da doação de sangue no Brasil, e torna necessário medidas que amenizem essa problemática. Para isso, urge que o Governo Federal crie campanhas, e divulgue por meio da mídia a importância dessa ação em prol da vida. Dessa forma, a informação abrangeria um número muito maior de voluntários, o que, consequentemente ajudaria a salvar pessoas que precisam, muitas das vezes na urgência, de uma bolsa de sangue que seja compatível e salve sua vida. Ademais, é de suma importância que o Governo altere as restrições que excluem os homossexuais de doações, e invistam em tecnologias que avaliem a qualidade do sangue de todos e detectem caso o doador seja portador de alguma doença. Deixando, portanto, de excluir uma parcela da população que tanto faz diferença nesse ato solidário.