Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 07/06/2021

Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 (DUDH), as pessoas devem agir com espírito de fraternidade. Porém, tal conduta não é observada na sociedade brasileira em relação à doação de sangue, visto que os bancos sanguíneos encontram-se quase sem estoque. Nesse sentido, é preciso analisar os fatores que contribuem para a ausência de doações, que são: o tabu acerca do assunto e a falta de incentivo midiático.

Em primeiro lugar, é notória a presença de tabus criados sobre a doação de sangue. Em um episódio da série americana Greys Anatomy, um jovem precisa de uma transfusão sanguínea, no entanto se recusa a receber devido seus princípios religiosos e acaba morrendo. Analogamente, fora da ficção, muitas pessoas se recusam a doar sangue em razão de mitos perpetuados sobre tal ação, que fortalecem o medo e o estigma, diminuindo assim o número de doadores.

Ademais, é evidente a ausência de incentivos ao ato de doar sangue na mídia. De acordo com o filósofo Sigmund Freud: “Todo excesso esconde uma falta”. Nesse contexto, pode-se dizer que a grande lacuna de estoque nos bancos de sangue brasileiros é resultado da falta de propagandas efetivas sobre o assunto. Desse modo, os possíveis doadores ficam inscientes da importância e de como realizar a doação, acabando por não fazê-la.

Em suma, conclui-se que os obstáculos para a doação de sangue se fazem muito presentes no Brasil. Portanto, é preciso que o Ministério da Saúde em parceria com veículos midiáticos desmistifiquem tabus e incentivem a doação de sangue por meio de campanhas publicitárias, a fim de alcançar um maior número de pessoas, sanar as dúvidas e por conseguinte, aumentar o percentual de doações. Tal ação deve contar com a presença de digitais influencers, que falem sobre o assunto de forma leve e descontraída. Dessa forma, possivelmente, a DUDH se faça presente nos hemocentros brasileiros.