Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 15/05/2021

Conforme o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Nesse sentido, observa-se que há um desrespeito aos brasileiros, uma vez que os obstáculos para doação de sangue estão cada vez mais presentes na sociedade, indo em contramão ao termo solidariedade. Sendo assim, a inviabilidade da doação por homossexuais e a falta de informação a respeito do tema, são fatores contribuintes para a intensificação do impasse. Desse modo, intervenções se fazem necessárias para solucionar o problema.

Em primeira instância, é válido ressaltar o dado apresentado pela ONU, o qual diz que o ideal seria 3 a 5% da população ser doadora de sangue e o Brasil só possui 1,8% da sua população doadora. Nesse contexto, a impossibilidade de doação relizada por gays, existente até o ano de 2020, colaborou para o baixo estoque de sangue nos homocentros do País e consequentemente para o Brasil está abaixo da média estabelecida pela ONU. Logo, procedimentos cirurgícos, alguns tratamentos médicos e vidas ficam comprometidos pela falta de um ato simples.

Em segunda análise, ainda é cabível dizer que a escassez de informações, por parte do Ministério da Saúde, acerca do processo de doação de sangue, favorece a não realização deste ato. Nesse viés, pessoas ficam com medo das possíveis consequências e evitam fazer o procedimento. Assim, o estoques ficam sujeitos a falta de sangue e as complicações que isso gera a população.

Vê-se, portanto, que a problemática está inerente ao Brasil e urge por soluções. Cabe ao Governo, por intermédio do Ministério da Saúde, usar a mídia para divulgar sobre a necessidade de doação de sangue no País, mostrando à toda população como é realizado o procedimento e que não há riscos para o doador, com o intuito de desmistificar as falsas informações e de atrair cada vez mais pessoas para doar e salvar vidas.