Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 08/07/2021
O artigo 196 da Constituição Federal garante a saúde como direito de todos os brasileiros. No entanto, no que tange a doação de sangue, essa que pode salvar vidas, a juridição não ocorre. Tal fato é decorrente da banalização do ato humanitário e , em alguns casos, certos preconceitos como a proibição de homossexuais fazerem o procedimento afastam possíveis doadores. Com isso, graves consequências tendem a ser criadas para o país.
Em primeira análise, vale destaca que não há, infelizmente, no Brasil uma cultura na doação de sangue, o que pode significar a perda da vida de um cidadão. Sob esse prisma, fato social para o sociólogo Emille Durkhein é uma maneira de agir e pensar de um determinado grupo. Nessa óptica, não realizar o procedimento, que conforme o Ministério da Saúde -MS- é seguro faz parte da dinâmica do brasileiro. Sob essa perspectiva, segundo o site hemominas, apenas 1,8% da população do país doou 3,7 milhões de bolsas de sangue, o que representa um problema. Essa situação tem outro agravante, o fato de homossexuais, do sexo masculino, não poderem fazer o procedimento, situação que éabsurda, que foi derrubada pelo Superior Tribunal Federal (STF) apenas no ano de 2020. Mas, desastrosamente, muitas dessas minorias ainda não doam. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação- Mec atenuar o dilema. Outrossim, os obstáculos na doação de sangue pode trazer diversas consequências para o corpo social, indo de encontro com o artigo 196 que garante a saúde. Nessa análise, vale elucidar que a transfusão, em alguns casos, é fundamental para determinadas cirurgias e sem ela, o procedimento pode não acontecer. Isso pode gerar o encurtamento da vida do paciente, visto que, muitas vezes a operação é essencial. Nessa conjuntura, vale demarcar que há diversos ‘’tipos sanguíneos’’ e cada um recebe da sua mesma dominância. Por exemplo, uma pessoa do tipo ‘‘A’’ só poderá receber de outra pessoa tipo ‘‘A’’, há segundo a OMS- Organização Mundial da Saúde- diversas tipologias, inclusive há algumas que podem receber de tipagens diferentes, mas tal processo é limitado, apenas 1 bolsa. Dessa maneira, cabe ao Estado incentivar o processo.
Destarte, é fundamental o combate aos obstáculos na doação de sangue. Para isso, o Mec - uma vez que a sua função é administrar a educação- deve atuar na criação de campanhas para a doação. Ele atuaria por meio da mídia que usaria profissionais da saúde (demostrando a segurança do procedimento) e depoimentos de pessoas que tiveram suas vidas salvas por uma transfusão. Com a finalidade de aumentar o índice divulgado pelo site hemominas, ou seja, aumentar a doação de sangue. Um outra medida seria o incentivo da doação por homossexuais do sexo masculino, já que durante muito tempo forma proibidos.