Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 15/03/2021

O mito da caverna, de Platão, explica a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira discrimina-se com a mesma problemática no que diz respeito à doação de sangue. Nesse sentido, percebe-se a consolidação obstáculos, em virtude da lacuna de representatividade e da falta de conhecimento.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a lacuna de representatividade presente na questão. Segundo Rupi Kaur, “A representatividade é vital”. A poetiza ilustra sua tese fazendo alusão à uma borboleta que tenta ser mariposa por estar rodeada delas. Fora da poesia, verifica-se que a questão da doação de sangue é fortemente impactada pela lacuna de representatividade presente no problema, que não está sendo fortemente encarnada pelas autoridades, sejam governamentais, sejam midiáticas. Dessa forma, o tema não recebe a atenção devida, o que acaba por dificultar a atuação sobre ele.

Outrossim, a falta de conhecimento ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a doação de sangue, sua visão será limitada, o que dificuldade a erradicação do problema.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para solucionar tais entraves, as escolas, em parceria com mídias de grande acesso, devem promover o debate sobre os benefícios da doação de sangua. Tais discussões ocorrerão no próprio ambiente escolar, para todos os alunos, com intermédio dos professores. Além disso, tais momentos podem ser gravados e divulgados nas mídias sociais, para que outras pessoas possam refletir sobre a problemática. Assim, a população brasileira poderá atuar na melhora do país.