Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 01/09/2018

Doação de sangue: Cidadania viva

A doação de sangue ainda é pouco praticada no Brasil, principalmente pela falta de conhecimento da população. Parafraseando o filósofo grego Aristóteles “A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”.Nesse contexto, há dois fatores fundamentais o medo da doação de sangue e o desconhecimento sobre o assunto.

Em primeira análise, cabe pontuar que muita gente não doa sangue por medos como medo de agulha, infecção, mudanças no sangue como engrossar ou afinar, viciar em doar e até medo de perder peso.No entanto, o ato de doar sangue é seguro, o bombeamento em si dura em torno de 10 minutos e o processo é acompanhado por profissionais da saúde, sendo inclusive a doação boa para o doador, no sentido de que ele passa a ter mais conhecimento sobre seu sangue e possíveis doenças. Dessa forma, o Brasil ainda tem poucos doadores, cerca de 1,8% da população, abaixo do 3% recomendados pela Organização das Nações Unidas(ONU).

Ademais, convém frisar que a maioria dos brasileiros desconhece o funcionamento da doação de sangue. Para doar, é preciso atender alguns critérios como idade entre 18 e 60 anos, não fuma ou usar drogas ilícitas, informar o uso de medicamentos, ter peso mínimo de 50 quilogramas,ter dormido bem, não está em jejum e não ser portador de doenças como a aids. Por isso, o doador antes de doar passa por uma hemoterapia, para conhecer o doador, realizando assim uma peneira encima dos critérios preestabelecidos, evitando problemas como contaminação.

Portando, é preciso mudar a imagem da doação de sangue. Uma boa solução, seria a criação pelo Ministério da Saúde de caravanas que tenham o papel estimular a doação de sangue através de palestras, panfletos e explicações de profissionais da área, e ao mesmo tempo vai divulgar a importância e necessidade desse ato de cidadania.