Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 02/09/2018

A doação de sangue pode salvar até 4 vidas, uma vez que, após a transfusão, os elementos sanguíneos são separados e possuem diversas finalidades. Segundo dados do Ministério da Saúde, atualmente apenas 1,6% da população doa sangue, sendo sua maioria jovens com idade entre 18 e 29 anos. Desse modo, os hemocentros apresentam desfalques nos bancos de sangue devido a escassa doação que se relaciona tanto com pouca informação acerca do ato transmitida para a população quanto ao pouco engajamento nessa ideia social.

Em primeiro plano, é importante destacar que grande parte dos cidadãos acredita em mitos que são difundidos sobre a doação, tais como o risco de contrair doenças durante a coleta e na perda ou ganho de peso após o processo. A falta de informação da população já resultou na Revolta da Vacina em que houve resistência a vacinação obrigatória. Diante disso, na contemporaneidade, esse problema informacional, em função de campanhas ineficientes ou pouco esclarecedoras, persiste e quando se trata de doação de sangue é responsável pelo baixo índice de doadores. Somado a isso, a pouca aderência do brasileiro em projetos sociais é outro motivo para a escassa doação sanguínea. Isso ocorre porque não há uma política de discussão e incentivo a causas sociais, principalmente nas escolas, onde as crianças deveriam aprendam sobre empatia e, principalmente, a importância de doar. Segundo Durkheim, define-se como fato social os instrumentos que determinam as maneiras de agir, pensar e sentir na vida de um indivíduo. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o ato de doar ainda não se encaixa nessa teoria do sociólogo, uma vez que a sociedade brasileira não tem a consciência de sua importância. É evidente, portanto, a necessidade de aumentar o índice de doadores no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve, por meio de projetos e debates nas escolas de Ensinos Fundamental e Médio, orientar as crianças e adolescentes acerca do processo de doação a fim de torná-los futuros potenciais doadores. Ademais o Ministério da Saúde, em conjunto com emissoras de televisão e rádio, devem disseminar propagandas que desmistifiquem a doação sanguínea e os motive a doar, com o objetivo de criar, na população, esse hábito. Nesse viés, a doação de sangue se tornará um fato social e os hemocentros estarão sempre carregados.