Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 01/09/2018
Situações como os obstáculos para doação de sangue no Brasil devem debatidos. A razão para isso está no fato de que pesquisas do Ministério da Saúde mostram que, em 2014, apenas 1,8% da população brasileira doou sangue. Porém, a Organização Mundial da Saúde recomenda que seja doador 3 a 5% da população de uma nação. Diante disso, percebe-se a necessidade de reparos em diversas áreas que atendem a incidência desses obstáculos.
Sobre essa temática, vê-se que nos períodos de festas, como carnaval e ano novo, os estoques de sangue nos hemocentros de todo o país caem significativamente. Esse ponto é revelador e evidencia que grande parte da parte da população tira o foco da seriedade para diversão. Como prova disso, uma pesquisa feita Fundação Pró-sangue revela que nas datas festivas anuais os estoques do hemocentros caem cerca de 50%.
Além desse contexto, existem fatores relacionados ao envelhecimento da população e restrições para doação de sangue. No que tange esse aspecto, nota-se que a estrutura etária do país, na atualidade, trouxe doenças como câncer e diabetes, ou seja, há mais pessoas precisando de sangue e poucas aptas a doar. Somado a isso, homens que fazem sexo com homens, independente do uso de preservativo, não podem doar sangue. Dessa forma, há uma restrição considerável, a qual gera desfalque nos estoques de sangue em todo Brasil. Tal realidade é comprovada pela Portaria nº 2712, de 12 de novembro de 2013, onde reza que os doadores sejam de baixo risco.
Logo, percebe-se que é fundamental que os Hemocentros estaduais intensifiquem o trabalho de coleta itinerante por meio de veículos adaptados e fazendo testes rápidos para doenças sexualmente transmissíveis buscando, assim, doadores em áreas remotas dos estados. Além disso, o Ministério da Saúde através da mídia deve promover campanhas para esclarecer e incentivar a população a doar sangue. Desse modo, teremos um aumento de número de doadores de sangue no país.