Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 01/09/2018
Sangue cidadão
No senso comum existe um ditado que aconselha “fazer o bem sem olhar a quem”.Entretanto, os inúmeros obstáculos para doação de sangue revelam que a empatia do brasileiro não é tão aplicada assim.Dessa forma, a carência de voluntários assíduos e os inúmeros mitos que afastam possíveis doadores, são fatores que arriscam ainda mais a vida de pessoas em situações de risco.
Em primeira análise, é importante considerar que apesar dos índices de doação sanguínea não serem precários, é necessário que o número do material coletado aumente, assegurando um estoque confortável. Estudos da Organização das Nações Unidas (ONU) relatam que 40% de cada 10 doadores agem por motivos pessoais, suprindo a demanda de parentes e amigos. Contudo, se esse percentual fosse assíduo, haveria significativa melhoria nas reservas de sangue. Assim sendo, a sociedade alcançaria os valores da Ética Kantiana, efetuando suas ações pelo seu valor ético e racional,sem segundas intenções.
Concomitantemente a esse prisma, existem inúmeros estigmas que envolvem o processo de doação.Logo, dúvidas, medos e mitos - como o medo da contração de doenças infecciosas e o calibre da agulha- quando não esclarecidos, prejudicam a voluntariedade, causando déficit nos hemocentros e perigos às pessoas em situação vulneráveis. Todavia, tais problemas poderiam ser sanados através da propagação da informação, à exemplo do desenho animado “Turma da Mônica e a doação de sangue” , um projeto que traz um rico conteúdo educativo, sendo útil para instruir diversas faixas etárias.
Faz-se necessário,portanto, que o Ministério da Saúde invista em parcerias com a mídia, escolas,universidades e empresas, levando através de seminários e workshops, conteúdos didáticos como vídeos, panfletos e palestras de autoridades no assunto, retratando a importância da doação como uma atitude cidadã. Com efeito, o Brasil alcançaria índices ainda melhores, assegurando maiores chances de vida a pessoas debilitadas.