Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 31/08/2018

A doação de sangue passou a ser mais comum a partir da Primeira Guerra Mundial, onde haviam muitos feridos e portanto precisavam da transfusão para sobreviver. Muitos anos depois, a transfusão continua sendo extremamente importante em muitos casos dentro dos hospitais, mas a quantidade de doadores não corresponde com a quantidade de pessoas que necessitam gerando, portanto, um grande problema a ser solucionado.

Existem alguns fatores que impedem a doação de sangue no Brasil, dentre eles se destacam os mitos que circundam o assunto. Pela falta de esclarecimento e informação, muitas pessoas pensam que pode doer muito ou que vai ficar com pouco sangue no corpo e portanto tem receio em fazer a doação. Além disso, estima-se que são desperdiçados 18 milhões de litros de sangue ao ano pela questão do preconceito, visto que os homossexuais precisam ter um intervalo de 1 ano entre as relações sexuais.

Estima-se que 40% dos doadores estejam realizando o ato por motivos pessoais, ou seja, quando algum parente ou pessoa próxima está precisando e é necessário que hajam mais voluntários para suprir a demanda de transfusões e também porque estes acabam se tornando doadores frequentes.

Dessa maneira, é importante desmistificar o assunto e esclarecer todas as dúvidas de possíveis doadores. A propagação de campanhas é imprescindível durante todo o ano e contendo nessas as principais informações, para dessa forma incentivar a população a ser um doador voluntário. Além disso, o hemocentro pode rever seus critérios e igualá-los entre héteros e homossexuais, diminuindo o preconceito e aumentando o número de bolsas de sangue.