Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 31/08/2018

Em 1818, o médico James Blundell, realizou a primeira transfusão de sangue entre humano, depois dessa conquista, a técnica foi amplamente difundida e aperfeiçoada. Entretanto, mesmo com todos os avanços, o Brasil ainda enfrenta dificuldades na doação de sangue, principalmente, relacionados a falta de interesse da população e aos problemas estruturais das unidades de coleta e no sistema de distribuição causam um grande transtorno.

A princípio, é necessário abordar a questão da falta de conscientização dos indivíduos aptos a doar sangue (dos 16 a 63 anos). De acordo com Yêda Maia,  presidente do Hemopa de Pernambuco, existe uma grade falta de doadores voluntários, geralmente, as bolsas de sangue são direcionas para um pessoa especifica e não para o banco de sangue. Além disso, os “doadores oportunistas” também somam ao problema, pessoa que vão aos hemocentros para consegui uma folga no trabalho ou um atestado e não estabelecem uma frequência de doações, essa falta de doações constantes gera uma grade instabilidade nas reservas. O Brasil, possui 1,8% da população contribuindo para os estoques, a OMS, recomenda que no mínimo 3% contribuintes, não é uma realidade tão distante mas para alcançar esse objetivo medidas devem ser tomadas para incentivar a prática.

Outrossim, além da oferta deficitária, a estrutura do sistema de doação também dificulta a situação. Para Tadeu, da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, o problema está relacionado a falta de agências transfusionais em hospitais, o que dificulta a entrega do sangue, ademais, a falta de unidades de atendimento móvel disponível para o transporte das bolsas é muito limitado é piora o cenário. Ambos os fatores são os responsáveis por mortes relacionadas a falta de sangue em pacientes com quadro hemorrágico de urgência, que não conseguem receber a doação a tempo de salvar suas vidas, não basta ter o sengue é necessário prover maneiras da doação chegar ao enfermo com velocidade e eficiência, garantindo a sobrevivência da pessoa.

Fica claro, portante, que medidas devem ser tomadas para resolver a situação. Primeiramente, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas e a mídia, conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue para o bom funcionamento do sintema de saúde por meio de palestras educacionais, campanhas publicitárias e matérias de leitura voltados para o esclarecimento da população, a fim de garantir que as pessoas entendam a necessidade e se disponham a doar sangue regularmente. Em segundo lugar, compete ao Ministério da Saúde melhorar a qualidade do serviço por artifício da reforma e ampliação dos hemocentros, da aquisição de novas unidades de transporte, a fito de garantir uma maior eficiência e salvar mais vidas.