Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 01/09/2018
DOAÇÃO DE SANGUE: UM ATO QUE DEVERIA SER SIMPLES
Classificado como um dos países com uma das maiores populações mundiais, o Brasil ,contraditoriamente, não consegue alcançar o numero mínimo de doações de sangue, tendo consequência diretamente a maiores cuidados e investimentos a pacientes que não receberam transplantes e menos possibilidade de atenção e foco para outras áreas que demandam igualmente de reparos. Podendo-se atribuir a essa causa, entre outros fatores, a preconceitos limitantes e concentração de pontos de coleta em áreas centrais.
Para aqueles que tem oportunidade de informação e um relativo acesso a um hemocentro, ao se candidatar para a doação, normalmente se deparam com um questionário, em que dependendo da resposta, tornam-se ilegíveis para a transferência sanguínea. Entretanto, muita dessas retenções são motivadas por uma instituição que sutilmente condena a homossexualidade, juntamente a ações entendidas como promíscuas e também a pessoas que já fizeram uso de substancias ilícitas, mantendo justificativas rasas e ultrapassadas para tal ato, afastando potenciais doadores.
Outro fator se deve a distancias de bancos de sangue de áreas periféricas, tendo que a maioria da população se deslocar através de transportes precários e saturados para praticar um ato tão nobre, além de que muitos não dispõem de tempo livre o suficiente e muitas vezes não são estimuladas e incentivadas para a doação.
Sendo assim, faz-se necessário mudanças em relação ao conservadorismo e preconceito velado, o conselho de medicina poderia verificar mais fortemente os questionários e também investir com mais intensidade em exames feitos para detectar problemas para a doação. As prefeituras poderiam investir em mais postos de coleta em áreas periféricas, com a mídia incentivando a doação e divulgando os lugares, de modo a aumentar o percentual de oferta sanguínea.