Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 31/08/2018

No Brasil, assim como em todos os demais países, exige uma demanda de sangue muito alta devido a eventos cirúrgicos como é o caso de transplantes. De acordo com a notícia divulgada pela BBC Brasil, especialistas da área da saúde afirmam que a situação de doação de sangue no Brasil não é baixa, mas que poderia ser maior para que garanta uma boa e segura quantidade no estoque de sangue para casos emergenciais. No entanto, encontram-se obstáculos que barram o aumento de pessoas dispostas a doar sangue e aumentar essa quantidade no estoque, como é o caso da falta de informação do público e as diversas regras e requisitos que, de certa forma, afastam as pessoas a realizarem a doação.

A princípio, vê-se como o grande motivo para aquela quantidade de pessoas que nunca doaram sangue a falta de informação, que é associada a diversos mitos relacionados aos doadores. Alguns brasileiros têm o hábito de acreditar em qualquer notícia sem ao menos pesquisas mais detalhadamente, e por isso surgem os diversos mitos que assolam a vida da população, exemplos como doar sangue engorda ou aumenta o risco de doenças infecciosas são uns dos mitos mais comuns entre os povos. Porém, o Ministério da saúde assegura que doar sangue é altamente seguro e não aumenta o risco de doenças, seguindo as recomendações dos especialistas da saúde a recuperação dos indivíduos é segura e rápida.

Além disso, outro obstáculo referente as doações sanguíneas é a respeito das regras e requisitos que podem ser prejudiciais para a população dependente desse sangue. De acordo com a revista Super interessante o Brasil desperdiça 18 milhões de litros de sangue por ano devido a exclusão de homens homossexuais que tenham relações sexuais com outro homem, a menos que o indivíduo esteja isento de sexo por 12 meses, ele pode ser um doador. O assunto é bastante polêmico, a explicação para esse requisito é devido a uma maior chance desse homem ser portador de DST, porém o maior risco de contaminação decorre da atividade sexual, não da orientação homossexual, portanto torna-se irrelevante tal regra.

Portanto, vê-se necessário a atuação do Governo, mais especificamente do Ministério da Saúde e da Educação, em divulgar informações a população desde os anos iniciais, em escolas públicas e privadas para que, crianças e adolescentes se tornem futuros doadores voluntários, além de criar campanhas e projetos nas mídias televisivas e jornais afim de despertar o interesse do brasileiro e que ele possa retirar todas as dúvidas que o impede de doar. Além disso, vê-se relevante a reformulação das regras diante de dados científicos para que nenhuma vida seja punida diante da falta de sangue.