Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 31/08/2018

Flávia Alessandra, Otaviano Costa, Isabella Santoni, Dani Russo e vários outros famosos, estão unidos em prol da campanha “Troco Likes por Sangue”, a qual procuram mobilizar, principalmente os jovens, a praticar um ato solidário e muito importante: a doação de sangue. Nesse sentido, destacam-se os grandes obstáculos que essa ação enfrenta na sociedade hodierna. Diante disso, torna-se imprescindível a discussão acerca dessas dificuldades, as quais se devem ao medo da população diante do procedimento e, também, pelo preconceito.

De início, é valido frisar a atuação do cidadão nesse contexto. Outrossim, uma grande dificuldade para a doação é o medo diante do processo e, por isso, na divulgação das campanhas, é necessário explicar o procedimento e demonstrar que o ato em si é muito mais significável do que o medo sentido. Além disso, a agulha é pequena diante da possibilidade de salvar até 4 vidas. Inclusive, como afirma Martin Luther King “toda hora é hora de fazer o que é certo”. Então, é preciso ajudar o próximo, fazer o bem, pois no futuro talvez também precise do ato solidário de alguém.

Por outro lado, convém destacar o preconceito em relação a doação de pessoas homoafetivas. Também, o grande impasse para regulamentar a doação sanguínea desse grupo é devido à grande parcela dos brasileiros associarem homossexualidade a AIDS. Porém, qualquer pessoa está vulnerável a adquirir essa doença, tornando assim, nula aquela acusação. Logo, segundo o G1, são desperdiçados cerca de 18 milhões de litros de sangue por ano devido a gays só poderem doar após 12 meses sem ter relações sexuais. Ou seja, o preconceito assola a sociedade, pois muitas pessoas morrem pela negligência desses indivíduos que não avançaram em suas mentalidades completamente arcaicas.

Portanto, visto que grandes impasses estão envolvidos na doação de sangue no Brasil, são necessárias medidas para ameniza-los. Assim, o Ministério da Saúde deve promover grupos de visitas, de maneira a levar informação e unidades móveis de doação para as comunidades mais distantes e que não possuem meios para praticar essa ação, para que aumente o número de doadores e se reestabeleça os estoques dos hemocentros. Ainda, o Ministério da Justiça deve liberar a doação sanguínea de homossexuais, de maneira que esse preconceito seja desfeito pela legislação em benefício de uma causa muito maior, para que eles possam praticar esse ato de cidadania e ajudar quem precisa. Desse modo, será possível beneficiar muitas pessoas e conquistar mais doadores.