Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 31/08/2018

Na obra literária de horror “Dracúla” , do escritor Bram Stoker, relata a vida de um vampiro que para resistir a males se alimentava de muito sangue. Fora dos contos, percebe-se que, no Brasil, muitas pessoas precisam dessa substancia para sobreviver. Entretanto, existem diversos obstáculos que impedem o crescimento da doação de sangue no país seja em razão da inoperância estatal ou da acomodação social - sobre tudo a respeito da Saúde Pública.

Em primeiro plano, é valido salientar que a Constituição Federal vigente garante o direito à saúde a todos cidadãos. Além disso, é indubitável que existem falhas governamentais quanto a essa garantia, visto que não há desenvolvimentos na Saúde Pública com relação a doação de sangue, pois são poucos os municípios que contam com Bancos de Sangue que tem como objetivo a garantia de estoques e promoverem campanhas, acarretando em um cenário vergonhoso com falta dessa substancia e sem a conquista de novos doadores.

Em segundo plano, cabe analisar a acomodação social no que diz respeito a busca por informações e conhecimentos. No entanto, vale afirmar a teoria do “capital social” de Robert Putman, a qual os problemas sociais são inversamente proporcionais a atuação da população juntamente ao Estado, ou seja, tal situação que se encontra a sociedade em não buscar conhecimentos a cerca dos processos para ser um doador é diversamente as reais necessidades dos poucos Bancos de Sangue que existem no Brasil, tornando-se assim um dos obstáculos.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para o desenvolvimento das ações solidárias no país. Para tal, cabe ao Governo, desenvolver projetos com relação aos hospitais brasileiros, sejam esses para a criação de Bancos de Sangue e contratação de mais profissionais qualificados na área, assim salvando mais vidas e aumentando os estoques municipais. Em suma, ao Ministério da Saúde, por meio de palestras públicas, cartilhas de doação e comerciais nas redes de telecomunicação, ampliar o acesso à informação e orientar a sociedade, para que não haja dúvidas com relação aos processos de doação de sangue, assim crescendo os números de doadores no espaço nacional e pouco a pouco efetivar a teoria de Putman.