Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 31/08/2018
Desde a primeira transfusão de sangue coletada e estocada durante a Guerra Civil Espanhola a doação desse material tornou-se importância global. Entretanto, no Brasil, perpetua-se obstáculos para a doação de sangue o qual ocorre, infelizmente, devido não só à falta de conscientização, mas também ao preconceito com os homossexuais doadores.
Deve-se pontuar, de inicio, que a ausência de conscientização é um fator determinante para a permanência dessa problemática. Consoante a Paulo Freire a conscientização serve para garantir a transformação do mundo, logo se verifica que esse conceito no Brasil encontra-se deturpado, uma vez que de acordo com o especialista da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, 13% das pessoas não doam sangue por falta de informação e conscientização.
Outrossim, segundo a portaria n° 1533 publicada em 2011, garante que a orientação sexual não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Parafraseando Aristóteles a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, portanto se constata que essa frase encontra-se distorcida, já que segundo dados revelados pela Revista Super Interessante, 19 milhões de litros de sangue são desperdiçados devido ao preconceito dos hemocentros, corroborando à dificuldade de superar esse desafio.
Fica evidente, portanto, medidas são necessárias para resolver a problemática da doação de sangue no Brasil. Cabe a mídia junto ao Governo Federal promover dados informativos, cartilhas e propagandas sobre as campanhas de sangue por meio da internet e televisão, objetivando a ampliação da conscientização. Ademais, é vital a participação de ONGs e movimentos LGBTs por intermédio de debates e trabalhos em grupo, que envolvam a população, visando a importância desses doadores a fim de combater o preconceito.