Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 20/08/2020
A objetificação e a desvalorização da mulher é algo muito recorrente na atualidade, por mais que o feminismo seja um tema muito debatido no atual momento, a prática de impor o sexo feminino como objeto sexual nas mídias é muito comum. No entanto está totalmente errôneo, consequentemente deve ser combatido, evidenciando, que mulheres não são mercadorias.
O ato de exibir a mulher em comerciais, dando grande relevância ao seu corpo, traz inúmeros malefícios á uma sociedade, que tenta há séculos combater o machismo. Crianças e adolescentes crescem com a ilusão de que, o que presenciaram na mídia durante a vida é a realidade e o correto, podendo desta forma acarretar em comportamentos lastimáveis na fase adulta. Um estudo publicado pelo jornal da Association for Psychological Science, afirma que a auto-objetificação resulta, futuramente em mulheres menos ativas socialmente. Desta forma quando há a presença deste estímulo nos comerciais, vistos dede a infância, a mulher torna-se reclusa.
Além da problemática já citada, através de propagandas que utilizam como instrumento de marketing o corpo feminino, homens tornam-se cada vez mais insensíveis em relação ás mulheres e seus corpos. Uma pesquisa realizada pelo IBOPE, em 2017, conclui que o machismo é o preconceito mais praticado atualmente. Desta maneira, não será nada proveitoso comerciais que estimulam ainda mais esta pratica.
Diante do exposto, é evidente uma intervenção, por parte do governo, no qual, por meio de decretos, hajam regras rígidas em relação á objetificação exacerbada da mulher na publicidade. Na qual seja proibida a presença de mulheres seminuas ou que estejam em uma situação de desvalorização ligada ao patriarcal, em comerciais e anúncios. Ao longo dos anos, resultará em uma sociedade com mulheres livres da auto-objetificação e homens menos machistas e mais empatas.