Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 19/08/2020

É preciso reconhecer que o mundo contemporâneo ainda objetifica as mulheres e, pode-se ver isso pelas inúmeras propagandas que usam a mulher como um objeto, apenas para satisfazer os paradigmas criados e implantados na mentalidade de cada ser. Além disso, padrões estéticos foram criados, os quais podem afetar psicologicamente as pessoas que seguem inconscientemente essa abstração. Ao passo que o mundo evolui, concepções como essas se tornam cada vez mais comuns, porém menos perceptíveis.

Em primeira análise, os moldes da objetificação são diversos e dentre eles, é possível notar a ênfase ao patriarcado e ao machismo na sociedade recente, fazendo propagandas voltadas para homens, onde a mulher é sexualizada. Por conseguinte, o público desses anúncios sente-se superior, incentivando-o a comprar o que é vendido. Sendo assim, é rotineiro encontrar publicidades usando a mulher como um objeto, tal como nos comerciais de cerveja, onde o corpo feminino é exaltado e vendido ao lado de uma falsa ideia de felicidade.

Secundariamente, nota-se um padrão “ideal” e “perfeito” de como deve ser a fisionomia feminina, problema este, que acarreta um elevado número de pessoas com depressão, segundo Caroline Heldman em uma palestra para a TEDxYouth. Efetivamente, essas abstrações de um corpo sem defeitos causam competições entre as mulheres, que involuntariamente se comparam umas com as outras. Consoante a isso, meninas também são ensinadas desde cedo que se deve ter o físico e aparência  ideal, esquecendo a realidade da maior parcela mundial.

Em síntese, convicções erradas afetam a vida de milhões de mulheres, fazendo com que se sintam mal, ou inferiores. Para combater essas concepções é preciso um esforço geral, começando por cada pessoa. Visto isso, mulheres não devem se comparar com padrões impostos à elas, também podem reportar e boicotar empresas que usam a imagem feminina de forma objetificada. Homens devem entender suas posições de privilégio e usar isso em favor comunitário. Assim como o ministério da cidadania pode realizar ações em conjunto do ministério da educação, visando ensinar o correto e evidenciar os males causados pela objetificação para os estudantes.  Com essas intervenções, um mundo melhor para todos pode acontecer.