Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 10/03/2020
O Movimento Feminista, surgido nos Estados Unidos, na década de 60, tem o propósito de garantir a plena igualdade de gênero. Embora seja um movimento com enorme alcance e muitas conquistas, problemáticas como a objetificação da mulher na publicidade ainda vigoram na sociedade brasileira. Tal fato deve-se especialmente à dominação masculina no mercado publicitário, e tem como consequência, o modo como as mulheres são tratadas no corpo social.
Em primeiro plano, é necessário ressaltar a escassez de mulheres no mercado publicitário brasileiro. Segundo o website meio&mensagem, no ano de 2016, a presença feminina nesse espaço era de menos de uma mulher a cada quatro homens. Certamente esse é um fato que impulsiona a objetificação da mulher, já que na sociedade patriarcal brasileira, os homens são criados majoritariamente de forma machista, refletindo seus pensamentos e ideias tem suas produções publicitárias.
Ademais, é imprescindível analisar o modo como essa visão da mulher reflete nas relações sociais. O publicitário Zander Campos da Silva fala que “a propaganda tem um sentido político de divulgação de doutrinas, opiniões, informações e afirmações baseadas em fatos, verdadeiros ou falsos, com objetivo de influenciar o comportamento do público”. Desse modo, depreende-se que a forma objetificada de como a figura feminina é retratada, reflete diretamente no machismo e tem relação com questões de abuso, sexuais ou não.
Diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias afim de mitigar a objetificação da mulher em meios publicitários. Portanto o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária tem o dever de proibir a hipersexualizacão das mulheres, impondo grandes multas caso ocorra, com intuito de que elas não sejam mais vistas como objeto de prazer masculino. Dessa forma o feminismo não terá mais que lutar contra o modo objetificado de ver a mulher.