Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 31/01/2020

Antes da década de 70, a mulher era vista como um ser submisso ao homem, que deveria ser “recatada” e do “lar”. Com o aumento da liberdade sexual, do desenvolvimento de pílulas anti-conceptivas e do maior encaixe da mulher ao mercado de trabalho, ela passou a soltar suas as amarras do patriarcado. Entretanto, sua objetificação ainda perpetua, e um exemplo são as propagandas que utilizam a imagem da mulher de forma hiper-sexualizada vinculada a produtos de consumo majoritariamente masculino. Para haver uma sociedade mais humanizada e igualitária, é preciso que esse tipo de propaganda seja banido dos meios de comunicação.

A indústria de bebidas alcoólicas é a campeã no sentido de utilizar a imagem de mulheres consideradas “bonitas” pelos padrões impostos pela sociedade nas propagandas de seus produtos. Isso gera uma concepção de que a mulher “legal” que “bebe” deve ter estética semelhante. A repetida propagação dessas imagens, sempre com mulheres do mesmo modo, gera uma opressão àquelas que não se enquadram nesses padrões. A mulher passa a acreditar que deve ser dessa maneira para agradar aos homens, e o homem passa a crer que toda mulher deve ter a mesma aparência.

Não só isso, outro problema está na geração que cresce assistindo à essas propagandas. Crianças e jovens aprendem que está tudo certo em ser um homem sexista, que não há problema em misturar bebida e mulher, uma vez que os dois são objetos, que estão ali apenas a mercê e para entreter o homem. Cria-se então homens machistas e mulheres que fazem de tudo para se assemelhar às das propagandas.

Diante disso, o governo, por meio de projetos de leis, deve banir propagandas misóginas. Além disso, devem ser criadas comissões que avaliam o conteúdo desses comerciais. A sociedade pode se reunir em ONGs ou colaborar com a CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) para evitar que propagandas desse tipo sejam feitas. Mulher não é objeto, e todos os dias ela vem provando isso.