Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 02/02/2020
A objetificação, termo criado no início dos anos 70 e existente na contemporaneidade, consiste em analisar um indivíduo a nível de objeto, sem considerar seu emocional ou psicológico envolvido. Desta maneira, a objetificação do corpo feminino em publicidades, faz referência à banalização de sua imagem, trazendo a aparência para o destaque, sendo esta, considerada mérito para quem a possui, nada mais importando os outros aspectos que as definem enquanto seres biopsicossociais.
É sabido que o uso de propagandas tornou-se substancial para causar a influência na sociedade com o intuito de guiar determinados rumos ou optar por algumas atitudes, como por exemplo, exercer uma ação psicológica no público utilizando-se da tecnologia afim de vender mais o produto em questão, como já pensava o filósofo Val Dusek.
Por mais que as mulheres tenham alcançado mais independência financeira, uma das características da cultura patriarcal que ainda permanece é a objetificação do corpo feminino, uma vez que essa objetificação está intimamente ligada à função do corpo da mulher enquanto mero objeto de prazer sexual masculino.
De acordo com o escritor George Orwell, em que ele considerou o fato de que a massa conserva a marca, a marca mantém a mídia e a mídia restringe a massa, nada mais verdadeiro quando se observa pelo prisma do machismo e patriarcalismo, os quais ainda perpetuam em propagandas envolvendo figuras femininas.
Portanto, medidas são necessárias para combater a objetificação da figura feminina nas publicidades. Para tal, é preciso unificar os Ministérios da Cultura, Educação e Tecnologia, empregando-se verbas já arrecadas para estes fins, gerando projeto de âmbito nacional intitulado por “Nós Podemos” para todas as idades e classes de mulheres, em que serão abordados temas, pelas mídias digitais e sociais, de mulheres como seres importantes, seus valores e sentimentos e, não mais como objetos de desejo.