Objetificação da mulher na publicidade
Enviada em 31/01/2020
Grandes revistas, propagandas e passarelas sempre trazem a mulher com um corpo considerado “ideal”: corpo magro, cabelos lisos e aparência sempre jovem. Além de hipócrita, essa ideia é um “gatilho” para vários problemas sociais: de acordo com uma pesquisa realizada pelo periódico científico “The Royal Society”, metade das mulheres se sentem incomodadas ao verem um corpo dentro do “padrão ideal”.
O primeiro dos problemas é psicológico. A pressão por um corpo perfeito, que chega a ultrapassar os limites biológicos, cria uma “barreira” para aqueles que não se encaixam nos padrões, levando até a depressão. Grande prova disso é a existência de transtornos como anorexia, bulimia, ortorexia e vigoroxia. De acordo com a psicanalista Joana Vilhena Novaes, coordenadora do LIPIS, esses transtornos possuem uma origem em comum: o descontentamento com a imagem.
Outro problema é o de saúde. Muitas das mulheres insatisfeitas com a própria aparência estão dispostas a fazer de tudo para entrar no padrão, inclusive colocar a própria saúde em risco. Um famoso exemplo disso é a modelo Andressa Urach, que ficou a beira da morte a graças à má aplicação de produtos no seu corpo.
Como uma resolução ao problema, cabe ao Estado tomar providências. O Ministério da Educação (MEC) deve adotar nas grades escolares, principalmente nos primeiros anos, temas sobre auto aceitação, visando erradicar esse pensamento de corpo ideal desde cedo, e aos demais Orgãos estatis, que trabalharem campanhas sobre o tema, a fim de amenizarem os impactos sociais e oferecer auxílio psicológico às mulheres que precisam.
Somente assim será possível erradicar esse pensamento tão nocivo e destrutivo da nossa sociedade.