Objetificação da mulher na publicidade

Enviada em 31/01/2020

No final da década de 50, iniciou-se a revolução tecnológica que aumentou exageradamente o fluxo de informações no globo. Apesar de resultar numa íntima conexão dos fluxos comerciais entre as nações, esse fenômeno influenciou no consumismo mundial, de modo que as propagandas começaram a utilizar o corpo feminino para destacar seus produtos dos demais concorrentes, e em decorrência disso, criou-se uma imagem da mulher perfeita, o qual influencia negativamente a sociedade.

O modelo corporal feminino produzido pela mídia termina por induzir toda a população a tentar atingi-lo para que a mulher consiga se encaixar na sociedade de modo efetivo, no entanto, esse padrão possui dimensões inalcançáveis e resulta em problemas psicológicos, principalmente nas mulheres. Por exemplo, segundo o Dr. Dráuzio Varela, a anorexia nervosa é uma doença que atinge 9 mulheres a cada 10 registros da doença, reforçando o dano desse padrão principalmente nas mulheres.

Não obstante, a manutenção dessas características corporais exigidas se deve em boa parte à exposição exagerada e sensualizada dos corpos femininos, estando eles, sobrecarregados de tecnologias gráficas que alteram a imagem real livremente nas mídias, e sem nenhum estudo por parte dos produtores das propagandas ou do governo a respeito das consequências psicológicas que a divulgação causaria na concepção individual feminina.

Dito isso, medidas são necessárias para resolução do impasse. Inicialmente, O ministério da ciência,tecnologia, inovações e comunicações poderia criar uma secretaria, a qual seria responsável pela identificação de propagandas com o corpo feminino como objeto central,as quais,logo após uma identificação preliminar, o material adquirido seria enviado para psicólogos de unidades básicas de saúde para avaliação do potencial  da publicação de afetar a comunidade, e dependendo do parecer médico, a empresa de divulgação seria intimada para a retirada da matéria do ar, e assim o padrão estético perfeito seria paulatinamente desconstruído.