O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 14/07/2021
O longa metragem “Mãos Talentosas” ilustra a vida de um homem humilde que, pelo imenso esforço dedicado ao seu aprendizado, conseguiu consquistar uma qualidade de vida muito superior à que antes possuia, se tornando um médico muito renomado. Fora dos tabloides da ficção, muitas vidas são, de fato, transformadas pela educação, tanto na área profissional quanto na social. No entanto, para que essa aprendizagem possa alcançar esse efeito, dois fatores são fundamentais: o protagonismo do educando e a ampliação das áreas de atuação desse processo.
Primordialmente, é necessário salientar a nessecidade de desenvolver a autonomia e emancipação do indivíduo dentro das salas de aula. Dessa forma, o aluno será capaz não só de absorver conteúdos, mas de questionar e refletir sobre esses, além de conseguir aplicá-los em seu dia a dia. Assim, conforme postula o filósofo clássico Platão, “uma vida não questionada não merece ser vivida”, os estudantes devem mudar a perspectiva de sua aprendizagem, visando seu crescimento intelectual e, especialmente, pessoal - como indivíduo a ser inserido em sociedade.
Dessa forma, é evidente que o papel das instituições educacionais não se restringe apenas a informar conteúdos científicos, mas, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), “a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social”. Portanto, as escolas devem visar a preparação de indivíduos para sua inserção no corpo social como cidadãos. Essas instituições devem, também, habilitar os alunos para suas interações sociais, iniciadas, inclusive, na própria escola, onde a criança passa a conviver com pessoas não inseridas em seu contexto familiar e, portanto, com diferentes visões de mundo, aprendendo, assim, a respeitar diferentes concepções acerca dos mais variados temas.
Em epítome, faz-se necessário tomar medidas a fim de democratizar o acesso à educação transformadora. Cabe, portanto, ao Ministério da Educação promover a emancipação intelectual dos estudantes brasileiros, ao incluir a realização de debates na grade curricular obrigatória, estimulando os alunos a expor seus conhecimentos de mundo e a aprender a lidar com diferentes opiniões, a fim de que esse adquira senso crítico acerca do mundo que o cerca. Além disso, é necessário também atestar aos alunos que o que eles aprendem pode ser aplicado em seu cotiano, incorporando, também, à grade curricular um maior quantitativo de aulas práticas e experimentos, de modo que não haja uma separação marcante entre a aprendizagem teórica e a prática.