O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 12/02/2021
A Constituição Federal, promulgada pela Assembleia Constituinte em 1988, assegura a todos os indivíduos o direito ao acesso à educação e ao bem-estar social. No entanto, a negligência de políticas públicas voltadas à educação de maneira integrativa na formação do aluno, bem como a participação familiar no apoio às escolas impedem a garatia desse direito significante para a formação social.
É importante analisar, primeiramente, as causas que perduram na realidade brasileira no que tange à insuficiente abordagem educacional. Nesse sentido, a formação da personalidade ocorre através do processo de socialização baseado nos impulsos biológicos e culturais que são submetidos ao indivíduo na evolução da primeira infância, ou seja, até os 7 anos. Entretanto, na atualidade, é possível identificar o modelo de educação bancária, intitulado pelo educador brasileiro Paulo Freire, em que os alunos são submetidos a exercitar apenas o campo cognitivo e são alienados pelas novas tecnologias, perdendo as relações sociais. A vista disso, são necessárias mudanças na perspectiva do modelo educacional, colocando em vigor a sua importância no corpo social.
Não obstante, cabe abordar como outro transformador a interação familiar na formação educacional. Ademais, consoante à ideologia do sociólogo Émile Durkheim, a família é responsável pela socialização primária por formar a base do indivíduo, enquanto a escola é um mecanismo de socialização secundário capaz impor submundos desconhecidos, com isso, o aluno percebe que existe uma diversidade ideológica, além da dele. Para tanto, ao relacionar os dois processos de socialização, a criança deselvolve capacidades à curto e à longo prazo, como facilidade de aprendizagem, aplicação em situações do cotidiano, exercer a tolerância ao diferente, além de fometar o senso crítico.
Em suma, é notório que a educação como transformadora social no Brasil é um problema crônico, representando um atentado ao que é prescrito constitucionalmente. Por conseguinte, fica evidente a necessidade de investimento na educação, principalmente em escolas com baixos recursos, a fim de amenizar as distinções sociais. Nesse âmbito, é necessário que Ministério da Educação promova um maior investimento em infraestrutura e um projeto pedagógico que estimule uma maior interação na comunidade escolar, isto é entre os alunos e a relação aluno e professor, por meio de um financiamento, em associação com o FUNDEB. Além disso, cabe a família participar ativamente, acompanhando e interferindo no processo de educação, a fim de consolidar o processo transformador no país.