O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 14/01/2021
A filósofa Judia Hannah Arendt, em sua obra “Eishman em Jerusalém”, desenvolve “as banalidades do mal”, conceito que consiste na indiferença das pessoas diante de problemas aparentemente irrelevantes. Assim, o mal perdura e se intensifica. Nesse sentido, é possível comparar a desvalorização da educação nas transformações sociais no Brasil à teoria da pensadora, já que parte significativa da população ignora a falta de educação social nas escolas por não considerarem tão importante. Nessa perspectiva, é cabível analisar a ausência de ensino sobre as transformações sociais, além das causas e consequências dessa questão em âmbito nacional. Nesse contexto, é importante analisar o atual cenário de violência, discriminação e desigualdade vivido pela sociedade. De acordo com o filósofo Paulo Freire, sem a educação a sociedade não muda. Seguindo essa linha de pensamento, percebe-se que o atual desinteresse governamental na educação leva grande parte do corpo social a desistir dela, seja por não se identificar com as disciplinas, didática ou por ter que ajudar financeiramente em casa e, assim, muitas vezes os indivíduos acabam optando pela criminalidade e aumentando a violência e a desigualdade social do país. A título de exemplo, tem-se, segundo o censo escolar, a evasão de mais de 1 milhão de estudantes em quatro anos. Nesse viés, nota-se a necessidade de reverter esse cenário. Outrossim, deve-se ressaltar a ausência de incentivo a causas sociais nas escolas. Segundo a constituição de 1988, todos têm direito à educação de qualidade. Porém, o atual plano de ensino brasileiro é desatualizado, foca apenas no aprendizado teórico objetivando apenas o ingresso ao ensino superior. Desse modo, observa-se que tal método faz com que o aluno não aprenda outras áreas como artes e causas sociais e, assim, as pessoas crescem sem aprender sobre criatividade, voluntariado, ajuda social e empatia. Dessa forma, o Brasil forma uma sociedade cada vez mais individualista. Portanto, medidas precisam ser tomadas a fim de valorizar a educação nas transformações sociais no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação em deve manter os estudantes ativos nas escolas, que são as principais formadoras dos indivíduos, por meio da fiscalização das escolas e da aplicação de multa par os responsáveis que permitirem a saída dos estudantes do colégio, para que diminua a evasão escolar e, assim, diminua a desigualdade social a longo prazo. E, por fim, o Ministério dos Direitos humanos, em conjunto com o da Educação, deve promover ações sociais nas escolas, por meio de projetos como por exemplo o “Fome Zero”,que foi criado durante o governo Lula, em que objetivava acabar com a fome e a pobreza, e também incentivar o voluntariado, em aulas como sociologia, para que as pessoas aprendam a ser mais solidárias e menos indivídualistas. Só assim, as banalidades do mal de Arendt serão derrubadas e o corpo civil não tratará a educação social com indiferença.