O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Ao dizer que “um país se faz de homens e livros”, o escritor brasileiro Monteiro Lobato atribuia à didática o papel fundamental de parte formadora da sociedade. Não obstante, nos dias atuais, o valor da educação nas transformações sociais não se mostra considerado, na medida em que escolas, cada vez mais, formam apenas prestadores de concursos, além de o investimento governamental em tal área se mostrar ameaçado, por conseguinte, ações da esfera pública se mostram necessárias.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a forma como, atualmente, as instituições de ensino atuam na formação de seus alunos representa um problema. De maneira sintetizada, parafraseando o pensador brasileiro Rubem Alves, “há escolas que são gaiolas, e outras que dão asas. Em resumo, prova-se que, no cenário nacional atual, as escolas ditam o que o aluno deve aprender, preparando-o apenas para realizar provas e concursos, entre eles o Enem, e deixam de lado a parte característica e humana do jovem, não os preparando para o ambiente social em geral.
Outrossim, uma desimportância do governo federal com os investimentos na educação também constitui um entrave relacionado ao tema. A fim de exemplificar, assim como revelado em uma matéria publicada pelo site Carta Capital, no final do ano de 2020, o então presidente, Jair Bolsonaro, realizou um corte de mais de um bilhão de reais nos recursos do Ministério da Educação. Em suma, esclarece-se que, em um país caracterizado pela desigualdade, ações como a descrita, que atrasem o avanço educacional brasileiro, apenas contibuiem para a manutenção do estado de desvalorização da educação.
Portanto, urge que medidas administrativas sejam tomadas. Primeiramente, o governo federal deve repassar uma maior quantia finânceira para o Ministério da Educação, para que, por meio da realização de um plano nacional de educação, realize a formação não só intelectual, mas também social do jovem, o que, por consequência, alterará o caráter prejudicial de algumas escolas atuais, além de fomentar ações inovadoras graças a disponibilidade de recursos pelo Ministério. Por fim, um país trasformado pela educação e por escolas que “dão asas’’ será formado.