O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 04/01/2021
“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. A frase do ex presidente sulafricano, Nelson Mandela, evidencia o papel transformador que a educação possui, que vai desde o conhecimento teórico até a formação crítica do cidadão. Logo, analisar problemáticas, como as desigualdades sociais e o ensino conteudista é necessário para que de fato a educação possa modificar o mundo.
Em primeiro plano, vale destacar as disparidades sociais como influentes no processo educacional. É notório que, quanto maior a infraestrutura de uma escola, melhores oportunidades e conhecimento o aluno adquire, em contrapartida, quanto menor estrutura mais deficitário o ensino. Sendo assim, a educação escolar não é apresentada da mesma forma a todos, o que é resultado de uma formação histórica do país baseada na desigualdade. Conforme dados do Data Senado, dos alunos matriculdos nas escolas públicas, cerca de 26% não têm acesso às aulas remotas, pois não possuem internet, reforçando a desigualdade como barreira ao ensino.
Outrossim, o estudo conteudista deve ser averiguado. Geralmente, as instituições escolares seguem um padrão de educação focado na teoria, sem intervenções que instiguem o estudante. Dessa forma, não há um aproveitamento da criatividade e criticidade dos alunos, visto que cada um aprende de uma maneira. A exemplo, pode-se citar o pedagogo Rubem Alves, que criou um modelo de ensino focado no usufruir das experiências e, além da crítica, mostrou que é possível melhorar o aprendizado.
Portanto, o ensino tem o poder de mudar vidas, como disse Mandela. Por isso, o Ministério da Educação, em parceria com instituições privadas, deve pesquisar formas de tornar a educação prazerosa, para alunos, professores e responsáveis, por intermédio de intercâmbios com países referências e modificações para a realidade brasileira, a fim de gerar senso crítico e democratizar o ensino. Ademais, ONGs voltadas para a educação devem realizar projetos em escolas com pouca infraestrutura, por meio de conversas e aulas com temas da comunidade, impactando pela educação.