O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 28/10/2020

Desde 1962, a Igreja Católica vem realizando anualmente o Movimento “Campanha da Fraternidade”, na busca de trazer temas importantes à tona para serem refletidos. Em 2015, o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” trazia para discussão a importância das escolas nas mudanças que o mundo precisa. Contudo, dificuldades como o  não entendimento do real valor da educação e o foco apenas na aprovação impedem que reais mudanças possam ser trabalhadas. Partindo disso, é necessário rever os motivos, que atrapalham o avanço no aprendizado.

Primeiramente, é necessário compreender a real importância do ensino e como ele pode auxiliar a resolver problemas da atualidade. Em um quadro de desigualdade, Gabriela Thomazinho afirma sobre desigualdades educacionais, “os impactos serão quase sempre sobre os mais pobres, negros e periféricos.” Para isso, começar mudanças pela  própria escola é essencial. Todavia, não é difícil perceber que essa função não é realmente considerada importante nas instituições de ensino, sendo algo deixado de lado em nosso país.

Segundamente, a forma como as escolas tratam o conceito de aprovação atrasa processos considerados prioridades. Através dos vestibulares e concursos, emergiu uma valorização do ensino superior. Por causa disso, projetos arrecadações e participação em debates e discussões sobre os direitos humanos deixaram de ser importantes para o aprendizado do aluno. Por esses e outros motivos, as mudanças devem começar principalmente na tentativa de entender a importância, para que após isso se possa focar nas causas dos problemas.

Ademais, se torna explícito que apesar de ser essencial para um futuro mais condizente com as expectativas, o papel da transformação não é aproveitado no Brasil. Para mudar isso, a mídia deveria juntamente do governo em campanhas que estimulem a participação em debates e arrecadações. Apenas dessa forma a Campanha da Fraternidade poderá sair do cartaz e se tornar uma realidade.