O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 24/08/2020
Educação, do latim, significa ”tornar-se elevado”. Em contrapartida, a música “Another Brick In The Wall” da banda Pink Floyd, lançada em 1979, revela um ensino controlador e excludente que se distancia do papel de elevar o indivíduo e também atuar como fator importante para a mudança social. Nessa perspectiva, para que ocorra essa aproximação, é necessário o envolvimento da família e do Estado com o processo ensino-aprendizagem.
Em primeiro plano, é preciso destacar o valor da relação família-escola e sua capacidade de amenizar problemas sociais no Brasil. A junção dessas esferas primárias de socialização dos indivíduos podem, em meio a um contexto de desigualdade e discriminação, promover a criticidade e a democratização do conhecimento, proporcionando a redução do analfabetismo funcional (que segundo o Ibope acomete cerca de 38 milhões de brasileiros).
Por outro plano, o papel da aprendizagem libertadora dita pro Freire, deve ser levada em conta pelo governo, de modo a readaptar o sistema educacional vigente. Os avanços acelerados da contemporaneidade entram em choque com um modelo de ensino antiquado, sem integração com a comunidade e com a ciência. Exemplo disso é que grande parte das escolas públicas tem estrutura precária, com baixo investimento, má gestão, e ensino prioritariamente conteudista. Visto que dentre elas, em pesquisa de 2019, 0,6% tem laboratórios e 15% tem bibliotecas e sala de informática, de acordo com o Inep.
Portanto, fica clara a importância da educação nas transformações sociais do país, envolvendo pais e responsáveis, mas também o poder público. Com isso, o programa Plenarinho da Câmara dos Deputados, em concordância com o Ministério da Educação poderia disponibilizar cartilhas de instrução para as famílias praticarem a leitura com os alunos. Além disso, o MEC deve iniciar projetos de gestão e atualização do ensino básico e médio.