O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 22/08/2020

Segundo o educador pernambucano Paulo Freire, aprender é um ato revolucionário e por meio da educação, o indivíduo deve tomar consciência de suas condições históricas de conhecer sua capacidade transformar o mundo. Sendo assim, o papel atual da educação não é somente ensinar, mas sim, inovar o pensamento dos alunos. Entretanto, no Brasil, as desigualdades educacionais e a carência infraestrutural nas escolas, são catalisadores que retardam as transformações sociais pela educação.

Em primeiro plano, destaque-se que a fragmentação do ensino, é um dos principais fatores pela desigualdade educacional. Isso decorre, do modelo econômico atual, influenciado pela busca incansável pelo lucro capitalista, pois as desigualdades sociais e econômicas são fruto da precária distribuição de recursos educacionais, beneficiando quem já possui melhores condições. Nas escolas, por exemplo, percebe-se que a maior parte dos colégios com boa infraestrutura atendem as parcelas mais ricas da população. De acordo com filósofa Viviane Mosé, os indivíduos não irão desenvolver a formação de cidadãos, senso crítico e pensamentos inovadores o que retarda as transformações sociais.

Ainda vale pontuar que o capitalismo não tem interesse em democratizar e investir no acesso as escolas no Brasil. Isso decorre, de acordo com o geógrafo Milton Santos, na obra “Por uma outra globalização” que o capitalismo criou mundo caótico, com fome e desemprego culpando, assim, os miseráveis pela sua própria miséria. Dessa forma, a estrutura escolar, por exemplo, é precária em diversas regiões do país, a falta de professores e investimentos maciços catalisam a problemática. Por consequência disso, nem todas as parcelas sociais são atingidos educacionalmente.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a melhor distribuição educacional no país, urge que o Governo junto ao MEC (Ministério da Educação) invistam por meio de verbas governamentais, no lado infraestrutural dos colégios e em bons educadores que defendam os mesmos princípios inovadores de Paulo Freire, desenvolvendo o senso crítico e transformador dos alunos. Ademais, é de suma importância que o Estado aplique e intensifique políticas públicas que visam uma distribuição de renda melhor ou em auxílios financeiros que possam ajudar os menos favorecidos para obterem acesso à uma educação mais digna.