O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 21/08/2020

No seriado televisivo nacional “Segunda Chamada” há um retrato do cotidiano de uma escola pública do Rio de Janeiro, que apresenta o ensino para jovens e adultos. Dessa forma, é exibido uma precarização de infraestrutura e políticas voltadas à escola ,certamente, atrapalhando o desenvolvimento educacional dos alunos. Embora o seriado seja uma ficção, este se baseia na realidade de grande parte do ensino público brasileiro, logo a transformação social gerada por esse ensino é ineficaz devido a uma ausência de infraestrutura e políticas direcionadas ao setor.

Inicialmente, é necessário ressaltar a literatura do sociólogo Bernard Charlot. Desse modo, em suas obras há uma crítica a sistemas educacionais, que a partir de avaliações, determinam o sucesso ou fracasso escolar de um aluno, mesmo que de forma não intencional. Ademais, para Charlot a ausência de políticas, que partam das instituições de ensino, as quais considerem a posição social, e o desenvolvimento do aluno em sua singularidade. Por conseguinte, a ausência de medidas que considerem o discente em sua singularidade histórica e social, para uma efetiva transformação deste.

Ainda que exista uma dificuldade de estabelecer fundos de maneira igualitária entre as escolas, a educação fornecida pelo Estado se encontra cada vez mais sucateada. Tal fato se deve por uma resistência do Governo Federal em destinar verbas para o setor, como por exemplo a tentativa de adiar e diminuir o Fundeb, fundo para a manutenção da educação básica. Logo, a infraestrutura necessária para que a escola cumpra a função de modelar socialmente é, ainda, resistida pelo Executivo em nível federal.

Portanto, com o intuito de que a transformação social feita pela educação brasileira se torne efetiva, é preciso que o Ministério da Educação planeje políticas de acompanhamento do desenvolvimento dos alunos, por meio de encontros com pedagogos e sociólogos do Brasil e de outros países que tal prática se efetivou, além de pressionar o Governo Executivo Federal quanto a aprovação de verbas.