O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 20/08/2020

Segundo Paulo Freire “A educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas mudam o mundo”, assim, é claro o valor da educação para o desenvolvimento individual, e posteriormente, popular. Neste sentido, o educador fala de modo explícito o quanto a educação merece ser valorizada, pois, somente por ela conseguiremos nos transformar. No entanto, no Brasil a educação não é suficientemente valorizada não somente pela desigualdade social que afeta o acesso ao ensino, mas também, pelos paradigmas da sociedade.

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, é direito comum a todos a educação, no entanto, o senso comum declara que “existem pessoas velhas demais para aprender”. Tal visão é preconceituosa e equivocada, pois limita a educação e a transformação nacional apenas ao grupo jovem, deste modo, restringindo os adultos e idosos do ensino, de forma a aparentar a incapacidade de outras pessoas com faixas etárias distintas de transformar a sociedade. O preconceito com a instrução adulta e idosa à ciência afeta toda a sociedade, tendo como maior consequência o abandono escolar, muitas vezes ligado a falta de condição financeira de continuar os estudos ou o paradigma de estar velho de mais para aprender, assim, inconscientemente desvalorizando a educação em prol da idade.

Em segunda análise, conforme a Constituição de 1988 é dever do estado a promover democraticamente a educação, no entanto, muitas pessoas valorizam mais o trabalho do que a ciência, pois é ele o instrumento de sobrevivência da população. Muitos cidadãos consideram a educação um luxo, pois para acessa-la eles precisam escolher entre o sustento e o aprendizado. Diante a problemática apresentada, a falta de ação do Estado aparenta a falta de compromisso em cumprir o que a constituição prevê: garantir o acesso a educação para todos sem afetar as condições de vida da população mais pobre.

Por conseguinte, é dever do Poder Executivo, por meio do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Cidadania, promover políticas públicas para solucionar o impasse. Campanhas informativas transmitidas em emissoras de televisão devem ser feitas, de modo à desconstruir o preconceito etário no acesso à educação, assim, todas faixas etárias terão condições igualitárias de transformar o corpo social. É necessário que o Poder Executivo garanta o cumprimento do previsto na Constituição Federal de 1988: educação de qualidade para todos, deste modo, pode ser viabilizado a construção de institutos educacionais em locais mais pobres, e a doação de materiais didáticos para a sociedade, destarte, a camada mais carente valorizará mais a educação e terá condições de alcançar ela. Assim, a população terá acesso e possibilidade de transformar o mundo valorizando o ensino.