O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 23/07/2020
Na Grécia Antiga, a educação era centrada aos jovens de famílias tradicionais da antiga nobreza ou dos comerciantes enriquecidos. Ademais, em algumas cidades-estado foram aprovadas leis para proibir o ensino de escravos. Em síntese, no contexto atual brasileiro, encontramos problemas não tão divergentes da antiguidade, como a falta de recursos para a aprendizagem e cidadãos despidos de oportunidade. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligados a aspectos educacionais e desiguais.
Sob esse viés, nota-se que a ausência dos meios de conhecimento é uma adversidade marcada pela omissão governamental perante a instituições escolares. Nesse âmbito, o Ministério da Educação bloqueou, no final de abril de 2019, 30% das verbas destinadas as universidades. O corte, segundo o Governo, foi aplicado sobre gastos não obrigatórios, como água, luz, equipamentos e pesquisas. Analogamente, percebe-se um descaso do Estado, uma vez que a educação tende a ser melhor com uma boa colaboração financeira para recursos de qualidade e formação do indivíduo. Por conseguinte, esse ato leva a diminuição na qualidade de ensino, além de estimular a evasão escolar.
Outrossim, a desigualdade, seja social seja econômica, influência nas transformações escolares. Nessa perspectiva, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, cerca de 40% dos jovens que não conseguem ingressar em faculdades são pobres e moradores de comunidade. Essa realidade torna-se evidente, já que existe a exclusão dentro do próprio sistema e a diferença de tratamento, em que os estudantes são subjugados diante da localidade e cor da pele. Além disso, o preconceito está enraizado nas pessoas desde gerações antecessoras, na qual são de grande conservadorismo, porque seguem preceitos arcaicos e patriarcais. Dessa forma, contribui-se para a perpetuação desse tipo de ação negativa na sociedade.
Portanto, para que haja uma melhoria no cenário educacional, é imprescindível o esforço coletivo entre as comunidades e Estado. Com tudo isso, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, propor uma reeducação social, mediante a circulação de campanhas educacionais, em jornais, internet e na televisão, com o objetivo de alertar os jovens sobre a importância do ensino. Em seguida, implementar mais instituições públicas em áreas periféricas, com docentes capacitados para essas escolas, por meio de verbas governamentais e o incentivo familiar, com o intuito de promover um ensino igualitário a todas as classes sociais em prol de assegurar profissionais mais qualificados no mercado de trabalho.