O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 21/07/2020
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade é semelhante a um organismo biológico, por ser constituída, assim como este, por partes que interagem entre si. Logo, para que esse corpo não entre em colapso, é crucial que os direitos de cada cidadão sejam garantidos. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, uma vez que o valor das transformações sociais atingidas pela educação é pouco valorizada e até desacreditada, essa é uma problemática que aflige grande parte da população, contrariando o pensamento do sociólogo.
Vale ressaltar, a princípio que a mentalidade coletiva está na origem do problema. De acordo com o filósofo e psicólogo alemão Kurt Lewin, o comportamento do ser humano é consequência de uma junção entre características pessoais e interferência do ambiente. Por conseguinte, fica evidente que a educação e seu potencial para mudar vidas é questionado constantemente, visto que muitos dos educadores brasileiros se sentem frustrados e desacreditados com a profissão, está parcela do mercado de trabalho já representa mais de 50% de desistência nas atividades segundo o MEC; cenário preocupante que revela o quanto estes profissionais se sentem insatisfeitos com suas profissões. Nesse sentido, fica explícito que o ambiente corrobora para a construção de um indivíduo, representando um problema para a educação como forma de transformação social.
Em uma segunda análise, é evidente que a coesão social é fator determinante para manutenção dessa problemática. A filósofa alemã Hannah Arendt, em “A banalidade do Mal”, refletia sobre o resultado do processo de massificação da sociedade, o qual formou indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais, tonando-se alucinados e aceitando situações sem questionar. Desse modo, o pensamento da filósofa está relacionado ao contexto de alienação da sociedade brasileira, no qual os sujeitos sociais se calam diante das questões que prejudicam grupos menos favorecidos, uma vez que muitos destes grupos não dispuseram de educação adequada para debater ou até mesmo tomar a frente de movimentos que ajudariam sua comunidade. Nesse contexto, é essencial superar esses paradigmas, com o fito de promover a diminuição desse problema no país.
Logo, o Ministério da Educação, como instância máxima da administração dos aspectos educacionais, deve desenvolver gincanas e palestras que exaltem a importância da educação para a mudança do ambiente e do social, e as consequências de se alienar a um estado, grupo ou regime político, por meio do envio de professores e profissionais da área. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos do ensino médio para que entendam como podem mudar a sociedade de forma significativa e positiva, além dos malefícios que uma educação precária podem causar no Brasil contemporâneo. Por fim, dado esse primeiro passo, o brasil caminhará rumo à evolução social.