O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 19/07/2020

No documentário “Daughters of destiny”, há a abordagem sobre uma escola que disponibiliza ensino gratuito para crianças e jovens carentes, oferecendo-lhes, então, a possibilidade de mudar suas realidades por meio da educação. Infelizmente, esse panorama não é vigente no Brasil, onde a população mais pobre não tem acesso à aprendizagem de qualidade, graças à negligência estatal que ignora o poder transformador do ensinamento, o qual cria cidadãos mais críticos e conscientes de seus lugares no mundo.

Em primeira análise, a escola é responsável por preparar alunos para serem cidadãos mais críticos. Há alguns anos atrás, essa instituição era vista, apenas, como uma forma de cumprir o currículo de ensino, sem a preocupação para com a individualidade dos que a frequentavam - suas dificuldades e realidades em casa. Atualmente, a mesma é vista como parte do crescimento de jovens que, não apenas aprendem assuntos, mas também convivem com diferenças e passam a se enxergar como protagonistas, tendo suas particularidades observadas pelos educadores. Esse viés está relacionado à filosofia de iluministas, como Kant que considerava a aprendizagem como um processo vindo do empirismo e do racionalismo, ou seja, das experiências adquiridas durante os anos e da razão.

Em segunda análise, é perceptível a falta de preocupação do Governo para com essa problemática. O Brasil é um país de desigualdades econômicas, as quais refletem na educação - escolas públicas, destinadas aos indivíduos mais pobres, sofrem com a negligência vinda do Estado. Logo, o papel da educação não é realizado, já que a situações dessas instituições são precárias, as quais apresentam edificações velhas - com o perigo de desmoronar, materiais didáticos de baixa qualidade, carteiras quebradas, falta de professores e docentes não qualificados - muitos atuando na área que não são formados. Além disso, a falta de motivação e de perspectiva de futuro de alunos faz com que muitos decidam abandonar a instituição. Segundo o IBGE, a cada 100 jovens, 41 não concluíram o ensino médio.

Portanto, medidas devem ser tomadas para a resolução do impasse. O Ministério da Educação deve destinar verbas à melhora da estrutura de colégios e, com o auxílio de educadores, escolher e distribuir materiais didáticos e lúdicos que facilitem a compreensão de assuntos. Ademais, é necessário que Prefeituras contratem professores qualificados e com formação na área de ensino e forneçam atividades culturais que influenciem discentes a pensar em seus futuros, cumprindo, assim, o exposto por Kant.