O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 17/07/2020

Historicamente, a economia brasileira no início de 1500 baseou-se na monocultura de exportação do açúcar e no trabalho escravo. Desse modo, a estruturação da primeira administração colonial, denominada Governo Geral, foi realizada com base na divisão das vastas áreas de terra -capitanias hereditárias- e no lucro proporcionado pela comercialização do produto e do tráfico negreiro. Além disso, com o passar do tempo, todo processo revolucionário que ocorria e buscava a modificação da estrutura de dominação dos latifundiários, ou seja, propunha a divisão de terras, fim da escravidão e a igualdade de oportunidades não existiu. Assim, o valor da educação nas transformações sociais é necessário, pois promove melhor qualidade de vida e a libertação dos limites impostos pelos mais ricos.

A princípio, o governo de Luís Inácio Lula da Silva foi responsável por instituir medidas paternalistas de auxílio financeiro -Bolsa Família- e diminuição da discrepância de oportunidades de ensino, com a implantação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e Prouni (Programa Universidade para Todos) que promoveu a realização da prova para a inserção nas universidades. Esse processo, só foi possível graças ao Reuni (Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) que transformou as antigas escolas em universidades, agora com mais cursos, vagas e pesquisa. Logo, o enorme contingente de pessoas, com o auxílio econômico e estudantil, diminuiu a desigualdade social e aumentou drasticamente o PIB, pois agora mais indivíduos possuíam poder de compra, tornando-se ativos, não apenas, econômica mas também intelectualmente.

Nesse ínterim, o sociólogo Karl Marx, no estudo do “Materialismo Histórico”, analisou a sociedade moderna e concluiu que as relações interpessoais entre patrão e funcionário -burguês e proletário- eram baseadas nas relações de produção. Outrossim, que os donos dos meios de produção (fábricas) possuíam a “Ideologia de Classe”, isto é, conjunto de ideias entre membros de determinada classe social que fornece a interpretação da realidade vivenciada e os ensina como agir de modo a beneficiar cada vez mais o próprio grupo. Ao mesmo tempo, é imbuído aos funcionários a alienação, que refere-se a perda da consciência perante toda a estrutura mercadológica, que só poderá ser finalizada com a noção da existência, pelo trabalhador, do ideal abusivo utilizado e da revolução social, visando a libertação das “amarras” impostas.

Finalmente, é imperioso que o Ministério da Educação promova a reestruturação do ensino público no Brasil, com mais aulas de ciências humanas como Filosofia, História e Sociologia a fim de tornar explícito aos indivíduos que os ricos que utilizam do próprio capital cultural para diminuir os demais não conseguiram perceber e usufruir completamente da mudança que a educação pode proporcionar.