O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 16/07/2020
A partir de 1808, com a chegada da família real ao Brasil, as desigualdades sociais, como o restrito acesso à educação, vêm aumentando de modo exacerbado. Nesse sentido, a questão educacional, hodiernamente, apresenta diversos percalços, dentre os quais podem ser destacados a falta de incentivo e de infraestrutura das escolas brasileiras e a marginalização de camadas sociais menos favorecidas. Assim, deve-se analisar atentamente essas problemáticas a fim de melhor combater essa dificuldade social.
Em primeira análise, é notório que as precárias condições da educação no Brasil são efeitos diretos da negligência das autoridades na promoção de um ensino com qualidade. Isso pode ser discutido a partir do conceito de “Contrato Social”, do filósofo John Locke. De acordo com essa teoria, os indivíduos, quando revogam o seu estado de natureza, no qual não há leis e regras, atribuem ao poder público o dever de fornecer condições básicas para a população. Dessa forma, nota-se que a falta de incentivos e o inconsistente sistema de ensino brasileiro caracterizam um cenário de quebra do contrato entre sociedade e Estado.
Além disso, em uma segunda análise, é evidente que a marginalização e exclusão de grupos minoritários são consequências de uma educação deficitária. Isso pode ser analisado à luz do pensamento acerca da pedagogia, de Paulo Freire. Segundo esse filósofo, o objetivo maior do ensino é conscientizar o indivíduo, o que significa levá-lo a entender a sua situação de excluído e marginalizado, de modo que passe a agir em favor de sua libertação. Dessa maneira, vale ressaltar, de acordo com a teoria de Paulo Freire, que o crescimento da desigualdade social no Brasil demonstra a incapacidade de grande parte das pessoas em acessar uma educação de qualidade, a qual detém um poder único de libertação e transformação.
Portanto, percebe-se que a questão educacional na sociedade brasileira apresenta diversos desafios. Nesse viés, a fim de minimizar os aspectos negativos dessa problemática, como a exclusão social, o Estado, por meio do Ministério da Educação, deve criar parcerias com empresas privadas que busquem incentivar e auxiliar os alunos no processo de aprendizagem. Isso deve ser feito a partir da instituição, nas escolas, de palestras, as quais ocorrerão mensalmente, que visem a elaborar projetos educativos e a instruir os estudantes. Com isso, a realidade brasileira poderá, gradativamente, livrar-se dessa mazela social.