O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 14/07/2020
A sociedade brasileira vive um paradoxo: os interesses individuais se sobrepõem aos anseio coletivos. Em um cenário assim, é de se salientar a necessidade da valorização da educação escolar, em que, muitas vezes, indivíduos não investem o básico nesse setor que é tão primordial para o bom funcionamento da sociedade. Isso ocorre, em grande medida, porque transformações ocorridas no Brasil, fomentam discussões exaltadas acerca da formação do senso crítico oferecido no âmbito escolar, bem como a respeito da desigualdade enfrentada por alguns cidadãos para terem uma educação de qualidade.
É de fundamental importância, pontuar, de início, que a educação é um meio eficaz para adquirir senso crítico, pois disponibiliza aos alunos além de informações didáticas, momentos de coletividades e trocas de experiências. Nesse ponto, o senso crítico é essencial no século XXI, pois é uma era em que a manipulação está sendo utilizada em muitos meios para alienar diversas pessoas. Pode-se afirmar que a educação é transformadora devido a metodologia de transmitir conteúdos e de trabalhar com o coletivo, ajudando o aluno a ser protagonista de sua vida. Vale lembrar, ainda, da frase do educador Paulo Freire que diz: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.
Paralelo a isso, é válido pontuar, ainda, que a desigualdade assola muitos indivíduos, que de fato buscam uma educação de qualidade, porém esses desejos nem sempre são atendidos. O problema da desigualdade, aliás, não é uma questão simples, pois impacta diretamente os estudantes. Como se não bastasse, no Brasil, a cultura da discrepância afeta principalmente os mais pobres, negros e periféricos, portanto esses indivíduos se tornam mais vulneráveis a enfrentarem problemas referentes ao acesso á educação, quando na verdade essa é um direito de todos por lei.
Evidencia-se, portanto, que a falta da educação, juntamente com o sistema desigual constituem um obstáculo para a consolidação de uma sociedade mais justa. Nesse sentido, é fundamental priorizar a escola como fonte não só de conhecimento, mas também como fonte de convivência e formação cidadã. Para isso acontecer, urge que o Governo invista em recursos e profissionais qualificados para escolas públicas de forma que essas instituições tenham um ensino de qualidade. Isso pode ser feito com melhoramentos na infraestrutura e selecionamento detalhado curricular de profissionais da área. Além disso, é necessário que o Ministério da Justiça fiscalize políticas públicas para reduzir a desigualdade, promovendo eficiência e desempenho educacional igualitário. Quem sabe assim, com essas aspirações, a educação seja de fácil acesso a todos e de ótima qualidade.