O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 14/07/2020
Paulo Freire, grande filósofo brasileiro, defende a seguinte ideia: “Educação não muda o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas mudam o mundo”. Nesse contexto, a famosa frase do educador, demonstra a importância da educação para as transformações sociais vigentes em sociedade. No entanto, o Brasil hodierno enfrenta desafios na valorização do processo educacional e seus benefícios para a formação dos indivíduos. Essa realidade se deve, essencialmente à estrutura arcaica de ensino das escolas que, por consequência, acarreta em uma extensa evasão escolar dos discentes.
Em primeiro lugar, convém ressaltar o modelo arcaico de ensino não condizente com as transformações do século XXI, como uma das causas do problema. Sob esse viés, segundo Rubem Alves, as escolas podem ser comparadas a assas ou a gaiolas, haja vista que podem proporcionar voos ou condições de desinteresse. Nesse sentido, o modelo tradicional de metodologia, ou seja, aquele que é pautado como a escola sendo um templo e o professor o único detentor de conhecimento, dificulta a dinamização das relações entre indivíduos. Dessa forma, tal cenário impede a abertura da construção do senso crítico em sociedade, desvalorizando a educação como agente transformador do caráter social.
Por conseguinte, em decorrência de uma forma de ensino pouco modificada os alunos optam pelo afastamento escolar, fator contribuinte para à permanência do problema. A esse respeito, uma pesquisa divulgada pelo jornal Folha de São Paulo revela que a média de 24,1% dos alunos, não concluem o Ensino Fundamental até os 16 anos. A partir desse dado, pode-se extrair uma conclusão pessimista, pois os indivíduos ausentes serão prejudicados em sua formação social e crítica como cidadãos, o qual estará sujeito a uma gama de dificuldades futuras, como a inclusão formal no espaço laboral de qualidade. Acerca disso, tal fator contrareia a ideia proposta pelo sociólogo T.H Marshall, o qual defende a responsabilidade do país em desenvolver a intelectualidade dos cidadãos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências que amenizem tal quadro. Acerca disso, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) deve promover mudanças no modelo de ensino do país, por meio da dinamização das aulas através de debates e palestras na construção de um conhecimento moderno, com objetivo de construir o senso crítico em casa indivíduo, garantindo o interesse dos mesmos no espaço escolar. Assim, a evasão escolar será retraída, a frase de Paulo Freire fará mais sentido na sociedade brasileira e a educação receberá seu devido valor.