O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 14/07/2020
Na obra pré-modernista, “Triste fim de Poliquarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o major Quaresma, grande admirador do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Hodiernamente, fora da literatura, percebe-se que tal horizonte literário não mimetiza a realidade atual, visto que o núcleo brasileiro ainda enfrenta sérios problemas, dentre eles o dilema emblemático enfrentado pela educação brasileira. Esse âmbito de iniquidade, é fruto tanto do desleixo político do Estado quanto do silenciamento pessoal.
Deve-se analisar, primeiramente, que o desinteresse do Estado é um fator determinante para problemática. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o conhecimento deve estar vinculado aos problemas do presente. Nesse viés, evidencia-se a falta de políticas públicas suficientemente efetivas para melhorar as conjunturas da educação brasileira. Esse sentido é comprovado, pelo papel passivo que o Ministério da Educação exerce na administração educacional do país. Instituto para promover a potencialização do ensino público, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, formentar o verdadeiro valor da educação nas transformações sociais do indivíduo, como investimentos nos centros de formações e até mesmo melhores materiais para auxiliar na aprendizagem do aluno. Desse modo, o Governo, atua como agente perpetuador na estagnação educacional. Logo é substancial a dissolução desse panorama infringente.
É vital evidenciar, ainda, que a degradação da educação no Brasil encontra terreno fértil no silenciamento da população. Acerca dessa assertiva, Habermas faz uma contribuição que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Sob essa óptica, para que haja à verdadeira valorização das estruturas educacionais, é necessário discutir sobre. No entanto, verifica-se certa lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada, pois a população se mantém passiva e calada diante tal problematização, além do que, conforme o levantamento do PISA, em 2019, o Brasil ocupava o 53 lugar em importância educacional. Nessa lógica, solucionar tal cenário torna-se uma necessidade.
Portanto, pela perspectiva de Isaac Newton, uma força só é capaz de sair da inércia se outra lhe for aplicada. Em vista disso, depreende-se o Poder Público, como instância máxima da administração executiva, juntamente com a secretaria especial do Ministério da Educação, por meio de ações: programas de alfabetização intensiva, investimentos nos centros escolares e projetos de assistência educacional, como cursinhos de capacitação profissional, promover a verdadeira valorização que a educação brasileira necessita, uma vez que a mesma tem um grande valor nas transformações sociais. Somente, assim, os ideais do major Quaresma poderão ser evidenciados na nação.