O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 13/07/2020
O Artigo Constitucional brasileiro número 5 prevê a isonomia e igualdade de todos os cidadãos ou estrangeiros em jurisdição nacional, sendo parte do conjunto de Leis Pétreas o direito à educação. Com o advento dos Direitos Humanos e da tecnologia, o âmbito educacional se tornou um dos principais focos de apoio à democracia, já que, segundo Pitágoras, deve-se educar as crianças em prol da formação do homem. Contudo, de acordo com dados do G1, o Brasil - como segundo maior país com renda concentrada - possui 30% de suas riquezas nas mãos de 1% da população, evidenciando que, como dito por Paulo Freire, quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é se tornar o opressor. Dessa forma, é notável o ciclo tendencioso e antidemocrático de busca pelo poder, dando manutenção à estratificação social e o desinteresse do Estado na resolução do problema.
Primeiramente, é notório a tecnologia como catalisadora da informação e como degrau para democracia efetiva quando disponibilizada de forma adequada. Isso é visível uma vez que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP), realizará, pela primeira vez, o Exame Nacional do Ensino Médio de forma digital em 2020, contribuindo para a redução do uso de papel, redirecionando os gastos nacionais, visto que, de acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Softwares, o Brasil, sendo 7º maior investidor do mundo, injeta, por ano, aproximadamente 60 bilhões de dólares.
Paralelamente, é perceptível o desinteresse estatal na democratização da informação, tendo em vista que, no mandato do presindente Michael Temer, houve aprovação da PEC-55, responsável pelo congelamento dos gastos em educação e outras áreas, como saúde. Desse modo, evidencia-se um conceito segregacional atuando desde a socialização primária, formando jovens e adolescentes competitivos que, mais tarde, tendem a se tornar opressores, recomeçando o ciclo.
Portanto, é perceptível que, apesar do poder tecnológico brasileiro em contribuir para a educação e dos altos investimentos nessa mesma tecnologia, ela não é devidamente distribuída, gerando um ciclo de opressão antidemocrático. Destarte, é essencial que o Ministério da Educação - órgão responsável pela gestão de verbas direcionadas à educação, em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Social - responsável pela aplicação de projetos voltados ao desenvolvimento popular, realize o cumprimento efetivo da isonomia por meio de políticas públicas de caráter educacional e tecnológico, promovendo a ética e a adequação das gerações aos novos métodos de aprendizado. Tais aplicações são necessárias para que haja igualdade na educação e desconstrução da estratificação estrutural presente nos brasileiros, a fim de que as crianças sejam educadas, como dito por Pitágoras, e se tornem homens libertos, como proposto por Paulo Freire - considerado o pai da educação.