O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 12/07/2020
Promulgada em 1988 a constituição brasileira garante que todos os cidadãos são iguais, desse modo, todos possuem o direito a serviços prestados pelo estado de forma igual em estrutura e corpo técnico qualificado. No entanto, há uma alta desigualdade no sistema de educação brasileiro sendo, dessa forma, um travamento para as transformações sociais que o país necessita. Diante disso, cabe avaliar os fatores que corroboram para o quadro mencionado.
Embora o Brasil ocupe a nona posição de economia mundial, segundo o Fundo Monetário Internacional - FMI, o sucesso não se repete na distribuição dessa riqueza para um desenvolvimento educacional em todas as regiões do país canarinho. Sendo, desse modo, um dos termômetros para uma evolução da educação é a valorização do corpo docente brasileiro no qual com baixo salários e com altas cargas horárias de trabalho não os possibilitam ter tempo livre uma atualização curricular ou um aprimoramento para tentar introduzir novas formas de ensino nas escolas brasileiras.
Faz-se mister, ainda, salientar as desigualdades presentes nas estruturas dos colégios, no Brasil, no qual os grandes centros e algumas capitais estaduais possuem internet, laboratórios e acesso maior a uma rede conhecimento que dificilmente chega a periferia do país e dos municípios mais afastado. Dessa forma, a concentração de conhecimento está intimamente ligada a alta desigualdade social presente no país verde e amarelo no qual o Brasil se apresenta entre as sete nações com maior desequilíbrio social, segundo estudos da ONU.
Portanto, é necessário que os governos em todas as esferas façam uma revisão no plano de carreira dos professores para, com isso, aumentar os rendimentos e diminuir as cargas horárias dentro da sala de aula e, dessa forma, liberar tempo para um aprimoramento e atualização curricular. Além disso, é necessário a padronização das escolas a nível nacional com as mesmas estruturas, equipamentos e acessórios.