O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 12/07/2020

Concomitantemente ao tema, na Grécia Antiga, a educação era um reflexo de apenas ouvir e entender, aplicada por sofistas para os alunos (sofistas, mestres da retórica), com fito em construir cada um, seu próprio discurso a cerca da vida. Hodiernamente, a construção do saber provém não apenas da transmissão do conteúdo, mas da aproximação do professor ao discente, resultando em uma troca de experiências, que, porém, muitas vezes são impedidas pela falha na comunicação entre ambos e a falta de incentivo para que haja um convívio diário no ambiente escolar.

Primeiramente, deve-se compreender que o compartilhamento de histórias entre o aluno e o profissional educador, o ajuda no desenvolvimento de uma base emocional, que resulta em bons resultados escolares, entretanto, muitas vezes esse pilar não é criado em casa. Um exemplo disso, é o EJA (Educação de Jovens Adultos), em que estudantes de 20 há 60 anos, compartilham o mesmo ambiente, são recebidos com atenção e compreensão, visto que, em sua maioria, são pessoas que buscam mudar de vida através dos estudos, mesmo após passar por alguma dificuldade. Caso não haja essa proximidade, não há identificação e incentivo, consequentemente, a falta do discente nas aulas.

Ademais, o afastamento é causado não apenas pela falta de oportunidade (que já é amplamente discutido), mas em virtude do excesso de ‘‘bullying’’ praticado por colegas da turma e que não é observado pelo profissional em sala ou comunicado a algum superior. No filme ‘’extraordinário’’, pode-se observar a ação dos ‘‘amigos’’ com a criança com condições especiais, mas que são advertidos pela professora, levando ao aluno enxergar um apoio emocional dentro a sala de aula. Atitudes coercitivas praticados pela grupo estudantil, ajudam no afastamento e no mau aprendizado, proporcionando a vítima a procurar outros caminhos fora da escola.

Dessa maneira, urge que o Ministério da Educação e agências publicitárias crie, a princípio, por meio de verbas governamentais, vídeos institucionais, apenas ensinando aos docentes a identificar ações de “bullying” dentro do ambiente escolar e depois, dicas de como aproximar-se dos alunos, utilizando conteúdos da atualidade como filmes, séries, Youtube, Twitter (mesmo sendo ideias comuns, muitos professores ainda preferem meios tradicionais de ensino e não percebem o desligamento da atenção), além disso, compartilhar momentos felizes e engraçados, para que haja ‘‘uma fuga da realidade’’, diante dos problemas que passam na mente de cada um, resultando em um ambiente harmonioso e mudando a perspectiva dos sofistas, do significado de ensinar, que é apenas ‘‘ouvir e entender’’.